quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Retrospectiva do Blog - 10/10/2024

 Retrospectiva do Blog -  10/10/2024


Retrospectiva do Blog

Há dois anos e dois dias comecei a jornada de escrever aqui, e para alegria de alguns, continuarei escrevendo! No início, eu tinha apenas dois leitores: eu e uma amiga que me incentivou a começar. Lembro bem da alegria quando, pela primeira vez, um texto alcançou duzentos leitores. Em certo ponto, publicava dois textos por semana, e uma das maiores satisfações foi quando, ao falhar em publicar, recebi mensagens de leitores perguntando sobre o conteúdo.

Registrei minhas andanças, algumas viagens, pensamentos soltos e textos aleatórios. Era uma tarefa extra, não remunerada, mas que fui aprimorando ao longo do tempo e, apesar do esforço, me trouxe muito prazer.

Não demorou para aparecerem os julgamentos e, claro, as críticas vazias. Coisas do tipo: "Aposentou? Não trabalha mais, só escreve?"

"Pois é, os invejosos não querem o que você tem; querem que você não tenha."

Não importa se comecei a trabalhar na infância, saí de casa na adolescência, ou se passei a vida me dividindo entre dois ou três projetos ao mesmo tempo. Quem vive às custas dos outros sempre vai enxergar o resultado, mas nunca o esforço. E sempre vai ter alguém de espírito amargo para falar besteiras.

Em meio a essa trajetória, alguém que já me acompanhava no blog perguntou sobre minhas músicas. Foi aí que decidi abrir mais uma frente de trabalho: tirei do papel pelo menos uma canção. Fazia tanto tempo que eu não tocava que até das minhas próprias músicas tinha esquecido. Precisei reaprendê-las, e no meio desse processo, que também completou um ano, surgiu uma nova canção — a primeira que gravei.

Mais um projeto, correndo em paralelo com outros. Novamente, críticas estúpidas e comentários do tipo: "Só tocando? Não trabalha mais?". Como se fosse possível viver do Spotify (risos).

A vida, para mim, não é um cavalo indomável. Na verdade, minha vida é sensacional, mas cansei de não escrever sobre ela. Escrever textos e compor músicas é, no fim das contas, um exercício sobre o que sinto — para quem quiser se interessar. E só consegui fazer isso porque houve muito trabalho por trás para tornar tudo possível.

No desejo de dar o meu melhor, gravei quatro canções, lancei duas, e outras duas aguardam o momento certo. Mais quatro estão na fila. No entanto, justo quando lancei meu site oficial, minha produção de textos foi a zero por questões técnicas. O projeto do disco também travou.

No meio desse relato de um artista amador, fechei uma empresa que gerenciei por dois anos, em paralelo com outra que já funciona há mais de vinte. Continuei com essa última e alguns freelances, iniciei negócios fora do país e comecei novos projetos. Vendi meu apartamento na praia, construí uma casa, perdi uma amiga querida e também minha mãe. Não tive tempo para processar o luto, e, na tentativa de priorizar quem realmente importa, escrevi "Vento", uma canção sobre tempo de qualidade.

Enfim, por mais coices que receba dos cavalos que trato sem arreios e por mais absurdos que ouça de quem nada entende do que falo, seguirei escrevendo — mesmo que tenha apenas dois leitores. Seguirei compondo e gravando minhas canções, ainda que seja para tocar para uma só pessoa, como já fiz tantas vezes.

Este não é o meu estilo habitual de escrita, nem é o que busco, mas é o que precisava escrever agora. Em caso de dúvidas, críticas ou bobagens, costumo deixar um par de sapatos do lado de fora da porta de casa. Sinta-se à vontade para calçá-los, seguir meus passos e, só então, emitir sua opinião.

Em resumo, o blog continua, as músicas continuam, e eu continuarei também. A mesma essência, em melhoria contínua.

 Beijo no ombro.

 Att:.

sábado, 30 de março de 2024

Auf Wiedersehen - 30 03 2024


 O que poderia ser uma imperfeição na foto, passou a fazer todo o sentido.

 Na saída da cidade que é a porta de entrada para a serra, um até logo em alemão vai emoldurando a montanha mais alta da região. Em meio a arquitetura e natureza, uma placa digna de críticas sobre poluição visual aparece exatamente no meio do caminho.

 Mas não é assim mesmo a vida, com um ou outro detalhe de gosto duvidável no meio do caminho?

 A perfeição não existe, e a placa é apenas um detalhe na paisagem, ela não e maior que o pórtico e nunca será maior do que as montanhas, aliás, não é nem tão feia assim. E é assim a vida...
 
 A vida não é e nem será aquilo o que conaideramos um ato de perfeição. O que temos ao nosso alcance é a capacidade de perceber a beleza que existe em toda e qualquer coisa, sem medir, aumentar ou diminuir as coisas, e simplesmente contemplando tudo exatamente como é.

 Hoje foi um dia lindo e triste, ou triste e lindo, não houve perfeição apenas equilibrio.  

 Tudo pode ser mais ou menos, de acordo com a perspectiva do observador.

 Hoje foi dia de olhar para o céu, um lindo e azulado céu, do nascer ao por do sol. E tudo além disso são detalhes...

 Rinaldo Conti:.

segunda-feira, 11 de março de 2024

Sonhos no asfalto 08 - 03 - 24


Sonhos no asfalto.


Calçamos os mesmos tênis, usamos as mesmas calças jeans, compartilhamos o mesmo silêncio, na mesma estrada, do início ao fim.


Eu olho pra estrada enquanto você dorme, a luz do dia some e as tuas tatuagens mergulham nas sombras da noite que nos abraça.


 No meu braço, do teu lado uma águia recém nascida se esconde debaixo do meu moletom.


 Fico imaginando o que tocou nos teus fones, antes que eles caíssem, ficando emoldurados pelos teus cabelos.


 Do meu lado, me pego sonhando acordado, ouvindo um country e pensando nas canções que pretendo escrever; para alguém como você ouvir durante uma viagem, e chegar mais rápido, ou curtir o caminho, talvez de olhos fechados.


Em algum lugar da BR101, rumo sul.


08/03/2004.


                                           Rinaldo Conti:.

quinta-feira, 7 de março de 2024

A águia e a borboleta. 07 03 24

 Em algum lugar na BR101, rumo ao norte, escrevo...

  A águia e a borboleta.

 Dizem que o bater de asas de uma borboleta em algum canto do planeta, pode criar um furacão lá do outro lado do mundo.

 Se for mesmo assim, imagino quantos tsunamis devem ter começado por ai, quando uma lágrima rolou do outro lado do globo.

  E nesses devaneios de ações e reações, refletindo as consequências do muito e do muito pouco, das tempestades que  as vezes fazemos em copos d'água, e dos apocalipses particulares que vivemos em doses homeopáticas, me peguei pensando:

 Se o bater de asas de uma borboleta pode mesmo criar um furacão, que consequências virão com o bater de asas de uma águia?

 As borboletas, passada a sua fase de larva, voam por aí embelezando o mundo durante sua vida curta; e é tão tranquilo o seu vôo quase desorientado e irregular, que fica difícil e intrigante acreditar que possam estar criando furacões do outro lado de um oceano.

 Já as águias, nasceram para expressar a beleza da natureza na sua forma mais agressiva! Voam alto, enxergam longe, e descem como um raio quando estão caçando. As águias são o ponto de equilíbrio na sua intensidade máxima.

 Também são mais longevas do que as borboletas, e neste ponto sua jornada se aproxima da caminhada de algumas vidas humanas. Lá pelas suas quarenta primaveras, diz a lenda, que as águias passam por uma metamorfose, com uma séria e dolorosa decisão a tomar: Para vivere por mais uns trinta anos a águia precisa voar para alguma escarpa, e lá onde as nuvens abraçam as montanhas, a águia arrebenta o próprio bico contra as pedras, com o novo bico que vai se regenerar ela arranca as velhas unhas, e com as novas unhas arranca as antigas penas.

  Nós, humanos, não somos tão diferentes. As vezes precisamos voar pra longe para aprendermos a lidar com o que nos tornará mais fortes. Só assim poderemos voar mais alto, por mais tempo, e saberemos lidar com os furacões pelo caminho, sejam eles o bater de asas de uma linda borboleta, de uma águia, das asas da liberdade ou outras turbulências.

 A natureza e a vida sempre foram assim, belas, intensas e muitas vezes indiferentes à nossa presença. 

A dor sempre fez parte dos processos de mudança e evolução. Então viva o melhor que puder, abra as suas asas, sonhe e voe alto, e quando as dores e turbulências forem inevitáveis, faça delas uma experiência que te tornará mais forte e permitirá ir ainda mais longe.

Bons vôos.

Rinaldo Conti:.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

LANÇAMENTO DO CLIPE DE POUCAS PALAVRAS!

 



 Não existe arte sem emoção, e a definição de arte é tão particular quanto tudo mais o que nos emociona!

 E é sempre emocionante voltar aqui, ao meu pequeno e velho blog, que segue firme na batalha enquanto o meu site oficial segue sua interminável saga de manutenções e ajustes.

 Mas vamos ao que está funcionando! Poucas Palavras, ganhando muito significado!
 
 Lançada em meados de Janeiro de 2024, Poucas Palavras, que está disponível em todas as plataformas de streaming, já ultrapassou as centenas de reproduções somente no Spotify. De forma totalmente orgânica. E já chegamos também nas ondas do rádio, em FM.

 Agora, no dia 09 de Fevereiro, as 21 horas, faremos o lançamento oficial do videoclipe no youtube.

 Como de costume, não poderia deixar de agradecer aos "poucos, mas fiéis" que tem me acompanhado ao longo deste ciclo. Obrigado!

 Espero que vocês se emocionem e curtam o clipe, deixo abaixo o link para que vocês possam se inscrever no meu canal e salvar o lançamento:   Poucas Palavras - Clipe Oficial

 Nos vemos por lá, ou pelos seus fones e autofalantes,  e pelas ondas do rádio!

 Valeu!
                                                                                                                  Rinaldo Conti:.
   

 

sábado, 27 de janeiro de 2024

O OUTRO LADO DA ARTE - 27 01 2024


 Uma postagem no tweeter as três da manhã diria tudo, ainda que não houvesse nada escrito. Mas havia...

 Estava sonhando com plantas quando acordei! 

 As luzes acesas,  janelas abertas... Cheguei  tão cansado ontem que desmaiei. 

 Acordei lembrando do sonho, abri o tweeter,  postei sobre as coisas como estão.

 A arte tem várias perspectivas, mas  duas são notáveis: O ponto de vista do artista, e o público do outro lado.
 
 Um cria, o outro aprecia. Os dois sentem a mesma energia de formas diferentes, até opostas as vezes.

 O produto acabado é consumido, reproduzido, e o processo reinicia com novidades.

 A vida muda, muda a rotina, o roteiro agora é outro e as esquinas virado encruzilhadas. 

 Quem sempre esteve junto segue firme; sonha junto, acha graça, e a gente acha um jeito pra fazer tudo funcionar. 

 Quem chega pra somar parece que sempre esteve por perto,  vem com tudo, chega junto, compra as brigas e compartilha os sorrisos.

 Não sei pra onde vai quem parte, só desejo boa viagem. Cada barco tem seu rumo, seu vento e o seu porto. 

 Não sei pra o de vamos nesse mundo louco de pernas para o ar, mas estamos indo rápido. 

Deste lado da arte, o artista é como um pára-raios durante a tempestade. Acordar escrever, lembrar e esquecer... Fazer acontecer! Se não for perfeito ao menos estará feito, estes também são artifícios da arte.

 Texto escrito, publicado, volto pra cama, sonhando acordado, e amanhã tem mais...

 Bons sonhos, seja do lado que for.







terça-feira, 9 de janeiro de 2024

02-VIVER AQUI - 08/01/2024


Você vai querer viver aqui...

Cada vez mais raro, e cada vez mais caro, o silêncio tem se tornado ítem de luxo. Afinal, ruídos e barulhos fazem parte da vida moderna, em quase todos os cantos do mundo, mas há quem prefira o contrário.

 Seja na Roma antiga ou nos dias de hoje, a migração de pessoas para os grandes centros fez com que além das cidades surgissem metrópoles. E não foram só as pessoas que foram para as cidades, mas as cidades foram abraçando o que antes era o interior...

 Quase sem perceber, as áreas que antes eram chácaras, sítios ou fazendas, que ficavam fora do perímetro urbano, foram se tornando loteamentos, condomínios e bairros. Das chácaras, sítios e fazendas ficaram apenas o nome em alguma placa de rua.

 Lugares antes desertos hoje tem tudo por perto, comercio, serviço, pessoas e tudo o que for preciso. Naturalmente, haverá menos silêncio nesses lugares.
 
 Não se pode ter tudo, e não se pode ter tudo sozinho. Todas essas facilidades exigem uma estrutura, a estrutura exige pavimentação, água, saneamento, energia elétrica. Isso tudo exige mão de obra, e essa mão de obra precisa morar, e circular em algum lugar. 

 O movimento necessário para edificar isso tudo gera ruído e barulho. E para quem se cansou, ou nunca esteve acostumado com isso, o silêncio passa a ter um valor ainda maior. 

 O sentimento oposto a valorização do silêncio é totalmente legítimo e verdadeiro. Para quem nasceu e viveu em áreas remotas, ou menos povoadas, em lugares onde o tempo parece ter parado, para quem sempre esteve ansioso aguardando por um progresso que parecia nunca chegar, para essas pessoas as cidades com os seus shoppings, ruas e avenidas cheias de gente podem ser um lugar muito agradável. É como o turista que estando de férias em uma cidade do litoral não se importa de ficar no trânsito por duas horas para ir até a praia, e mais duas horas para voltar pra casa. E é aí que está a questão.

  Ver o céu estrelado porque existe pouca iluminação noturna nas ruas, ouvir os pássaros porque não há ruído na volta, sentir o vento e a temperatura mudando rápido porque não há tantos prédios e tanto asfalto retendo o calor do dia, não é e nem precisa ser algo que agrade a todo mundo. São coisas que tem se tornado mais escassas, mas que de fato não fazem falta para quem gosta do ambiente urbano.

 Seja em um apartamento no centro da capital, na beira da praia, ou em um refúgio na montanha, o que define a satisfação e o apego que sentimos pelos lugares que visitamos são outros fatores.

 Quem nunca pensou que viveria no lugar onde está passando as férias? Pode ser no centro de Paris ou mesmo de São Paulo, pode ser em um resort de praia em Floripa ou em uma casa de campo na serra.

 A verdade é que não são só os lugares e suas características, nem é só a conexão com o ritmo ou estilo de vida que define como nos relacionamos com esses lugares. É principalmente como estamos nos sentindo que cria estes laços e conexões.

  Estar de férias significa que você cumpriu etapas, se planejou, se organizou, e agora terá a sua recompensa! A sensação de dever cumprido e recompensa é ótima, e estar de férias também significa dispor do próprio tempo como bem entender, dormir e acordar conforme o ritmo do proprio corpo e não conforme o despertador, provar comidas e bebidas diferentes sem horários definidos, e mais uma série de liberdades, que normalmente não fazem parte do dia a dia fora do período de férias. 

 E é claro que também existem as pessoas que não tiram férias por infinitos motivos, inclusive porque estão satisfeitas com as suas rotinas e lhes basta um final de semana para descansar. Tudo certo.

 Acho que você já entendeu onde estou querendo chegar, né? Não é na cidade e nem no campo, nem na praia e nem na montanha que queremos morar quando sentimos vontade de mudar...

 O que queremos é viver nas férias! Na sensação de liberdade, no silêncio e na tranquilidade ou no agito ruidoso. Queremos mudar e poder escolher.

 Da minha parte prefiro o silêncio do interior durante a semana, trabalhando remoto, e o final de semana na cidade.

 Seja qual for a sua preferência, quando você pensar que gostaria de mudar, antes de começar a olhar os anúncios de imóveis, pense um pouco, se você vai querer morar em um lugar onde passou férias, ou se o que você quer mesmo é "morar nas férias."

  Quando você encontrar o estilo de vida e o lugar certo, não tenho dúvidas de que vai pensar que é exatamente ali onde você quer viver.

                                                                                                                                      Rinaldo Conti.


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

01- PERSPECTIVAS - 2024


 O assunto é universal, mas as conclusões são particulares. O primeiro dia do ano sempre tem a ver com metas, objetivos, perspectivas, mas também é igualzinho ao último. Aliás, já fez sua retrospectiva e seus planos para 2024?

 A perspectiva depende da retrospectiva, de olhar para trás para os erros e acertos, fazer correções e ajustes no planejamento, e finalmente seguir melhorando o que já deu certo. Eis um modelo que rende bons resultados, embora a capacidade de improvisar também seja um ítem importante em qualquer jornada. Por aqui vamos planejando os trechos longos, e reservando o improviso para os imprevistos.

  Sem entregar o ouro, e nem esconder o jogo, é mais uma jogada de interpretação. O lance é compartilhar os trilhos, e cada um que toque seu trem.
 
 Nenhuma rota serve para quem não se move na direção dos próprios objetivos, então o lance é manter o movimento no sentido desejado, não mexer no time que está ganhando, investir no que multiplica, se livrar do que não agrega, aliviar da bagagem o que já não faz sentido, e assim seguir em frente mais leve, curtindo a jornada, pois até os caminhos conhecidos podem nos trazer surpresas agradáveis. 

 Retrospectiva avaliada, perspectivas definidas, time fechado e peso aliviado; é hora de pegar a estrada. 

 Sem metáforas, falo mesmo de devorar terra e asfalto, cruzar fronteiras em duas rodas, quatro patas, duas pernas ou quatro rodas tracionadas, ouvindo e compondo canções, lendo e escrevendo histórias, navegando em águas e poesias, voando alto em melodias ou nas asas de um avião.

 Satisfação, felicidade, amizade e prazer são objetivos que não se mede, e ainda assim são os melhores indicadores de sucesso ao longo de uma vida bem vivida.

 Se você já fez os seus planos, sucesso! Se não fez ainda, bom planejamento. Se não fará, boa sorte...

 Nos vemos por aí nas curvas de 2024, em algum pôr-do-sol que vai ficar pelo retrovisor, numa fotografia, nas telas em algum texto, em fones ou alto falantes, em alguma canção, ou olhando nos olhos.

 Por aqui, e por aí deixarei pegadas. 

 Por enquanto, boa caminhada!

                                                                                                                               Rinaldo Conti:.
 

 




 

domingo, 31 de dezembro de 2023

BALANÇO GERAL E RETROSPECTIVA - 31/12/2023

 
   

   O melhor ano das nossas vidas começa hoje!
   

   Hoje é domingo, né? Coincidência, sincronicidade ou sincericídios; tanto faz,  já havia uma previsão de que o futuro seria assim, e que os textos de domingo não seriam prisioneiros de um calendário, eles apareceriam quando houvesse uma ocasião relevante, e eis que estamos aqui, no último domingo, que é também o último dia do ano de 2023.

 O ano acabou e convém fazer um balanço, ao menos uma reflexão. Fica o convite para que quem me lê faça o mesmo. Por básico que pareça é sempre bom lembrar que a avaliação dos nossos objetivos, atingidos ou não, é o que nos permite planejar melhor.

 Por aqui a palavra que define o ano que se encerra é: " SUCESSO ", assim mesmo, GRANDÃO,  pra alegria de quem fez parte, de quem correu junto, sonhou, trabalhou e acreditou junto. 

 Sucesso objetivo nas contas que fecharam acima da média, nos compromissos cumpridos, e sucesso subjetivo, na sensação de dever cumprido.

 Sucesso não é sobre ganhar sempre, mas sobre ganhar mais do que perder e continuar no jogo, aprender com as perdas, corrigir a rota e compartilhar as vitórias!

 Entre as perdas inevitáveis, pra quem acredita na eternidade o jogo não acabou, só mudou de fase, e quem fica segue o plano!

 Entre as coisas que mudaram, tá tudo certo; "Nem tudo é eterno, mas algumas coisas permanecem"- já dizia Raul Seixas. 

 Quem me conhece sabe que costumo repetir algumas coisas, principalmente aquelas que se provam válidas através do tempo. Uma dessas constatações é que "não passa um ano na minha vida sem que eu conheça alguém legal, e que acaba fazendo parte da minha história." E não raro alguém assim acaba ficando, ou chega e  faz uma bagunça,  depois some, ou depois volta... Ou é alguém que eu acabo bagunçando, só pra sumir e reaparecer depois, sempre no bom sentido, no sentido de evoluir, ir pra frente, ou pelo menos no sentido de ver o mundo por perspectivas diferentes. E 2023 não foi diferente; entre encontros, desencontros, reencontros, e descobertas aos 42 do segundo tempo...

 As conclusões de planos de longo prazo não dariam certo sem as pessoas que fizeram parte do longo prazo! Sobrevivemos a governos malucos, uma pandemia mais maluca ainda, algumas guerras e solavancos na economia, e o mundo também sobreviveu. No médio prazo seguimos resilientes, evoluindo acima de tudo como pessoas e seres humanos. A  consequência disso é colher os frutos de um trabalho bem feito, e seguir trabalhando na semeadura dos próximos objetivos. 

 Pra quem foi chegando pra somar, sejam bem vindos! Aos demais um abraço.
 Pro ano que chega, seja bem vindo, mas fica um aviso: Vamos pra cima ainda mais do que antes!
 Pro ano que se vai; vá em paz, foi uma bela história...

 E para todos que chegaram até o fim deste texto, vocês de alguma forma estão fazendo parte de algo muito bacana que vai se movendo para o futuro! Na parte que me toca, só agradeço, por tudo. E da parte que lhes cabe, desejo que reflitam, e cheguem nas conclusões que vão levá-los ao seu próximo nível, ao seu sucesso objetivo, subjetivo, particular ou coletivo, e pra isso, no que precisar, conte comigo!

 Feliz 2024, e que este seja o melhor ano das nossas vidas!

 Baita Abraço.
                                                                                                                       Rinaldo Conti:.
 
 


sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

A MATEMÁTICA DO TEMPO.

 


  Troquei um bom tempo da minha vida por dinheiro, depois troquei algum dinheiro pra ver se ganhava tempo. 

 Sozinho sempre produzi em escala aritmetica. Descobri na marra que nesse formato,  um objetivo só vence o tempo no cansaço, contando em décadas. Mas funciona bem! Começo, meio e fim.

 Trabalhar em equipe é muito bacana, mas é um desafio para um solitário por natureza.

 Compartilhar ideias, expectativas e motivação, é de certa forma fracionar a energia motriz de um projeto. 

 E se a vantagem desse formato reside nos resultados em escala geométrica, é indispensável compreender que a a conta é outra. E a forma de armar a equação também deve ser diferente.

 No fim, a forma determina não só a natureza das coisas, mas a sua existência, e nem todas as matrizes se aplicam á solução de um problema.

 É preciso observar pra saber a hora de fechar a conta e começar do zero. Nem sempre a gente acerta, mas sempre a gente aprende. 

  O tempo sempre será regressivo, deflacionário em volume, inflacionário em valor intangível, e disperdiçá-lo em contas que não fecham nunca será um bom negócio.

                                                                   Conti:.

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

TEXTO DE DOMINGO -N16



   Alguém mais versado do que eu, na arte e na vida, disse certa vez que a produção artística é como um jornal:" Tem que sair todo dia." 

 Lembro de ficar chateado e incomodado. Como assim? Isso seria transformar a arte em um produto. - Pensei eu do alto dos meus treze, quatorze anos...

 Perpectiva óbvia de quem ainda não tinha se dado conta de que a arte é o trabalho do artista, e que qualquer trabalho quando é bem feito também leva uma boa medida de arte.

 Anos mais tarde, na escola naval, me deparei com três volumes chamados Navegação Ciência e Arte, uma obra técnica sem dúvida, mas de uma beleza artística profunda. E diga-se, um excelente produto! 

 Hoje percebo o quanto de arte há em todos os empreendimentos, e tenho percebido o quão braçal e burocrático também pode ser o desenvolvimento de um material artístico bem produzido, seja um texto de domingo; que para ser distibuído vai exigindo "termos de uso" e "políticas de privacidade" coisas que nada tem a ver com a arte de  escrever. Ou sejam as canções, que hoje requerem registros disso e daquilo, além de um trabalho cada vez mais tecnico na produção e lançamento.

 Enfim, o aprendizado contínuo faz parte de arte de saber viver. E se por um lado as burocracias e formatações nos podam, por outro lado também nos "quebram um galho" pois vão nos deixando com a casca mais grossa e a base mais firme, e assim vamos chegando mais próximos de um produto final bem acabado, seja um texto, ou  um jornal de domingo, ou mesmo um manual que nos ajude a navegar pela ciência das artes e ofícios...

 Boa semana.

                                                   Rinaldo Conti:.

 

 

sábado, 23 de setembro de 2023

TEXTO DE DOMINGO -N15

 


A COMPANHEIRA INVISÍVEL.


Você pode tocar para uma só pessoa, para uma platéia, ou sozinho, e ninguém vai “ver” a música. Eis a magia, eis o mistério… 


 Mesmo num show lotado, quem ouve e quem toca, o público e a banda, cada um ouve de uma forma única a mesma canção. A música tem esse poder de evocar sentimentos, de criar conexões e ao mesmo tempo ser solitária, ela caminha entre todos os ouvidos e conta uma história diferente para cada ouvinte.


A música guarda certa semelhança com a literatura, no sentido de dar margem para interpretações.


 São ótimas as companhias com as quais os assuntos nunca acabam, mas as melhores companhias são mesmo aquelas com as quais nos sentimos bem inclusive em silêncio, como acontece com as boas músicas.



 Entre linhas vem muita coisa boa por aí, se não der pra ver vai dar pra ouvir, vai ter até quem possa ouvir sem dar, palpites…

                                                                                                                             Rinaldo Conti


domingo, 17 de setembro de 2023

Texto de domingo -N14 - 17 09 23

 

  Janelas. 


 
 
 Uma brisa preguiçosa faz a nuvem baixa deslizar pela face leste da montanha. Tem razão a brisa e a nuvem ao andarem devagar, o domingo não é um dia para se ter pressa.

  A mesma brisa, quase fria entra pela janela do quarto trazendo o domingo pra dentro de casa. Ando lento até a cozinha para aquecer a água do chimarrão, e me pergunto: Quando foi que inventamos que a vida tem que ser apressada de segunda a sexta?





 Preparo o chimarrão, passo café e abro as janelas da sala, a brisa passeia dentro de casa mudando ares e temperatura, o sol se espreguiça atrás das montanhas do leste, e vai entrando em casa com ar dominical.

 Sou dado a mudanças, mas quando as coisas estão do meu jeito, tem rituais que aprecio muito repetir. Abrir de janelas e cumprimentar o sol com um café ou um chimarrão, no silêncio da manhã é um dos meus preferidos, não importa o dia. Mas é bem mais gostoso aos domingos.


 Finalmente abro a janela do escritório, e as brisas de dentro e de fora se encontram como as crianças da vizinhança. Uma bate as portas pra acordar os vizinhos e a outra faz voar todos os papéis que estvam organizados na mesa de trabalho. Em outros tempo eu ficaria incomodado, mas hoje acho graça... Saio catando os papéis e aproveito pra buscar uma caneca de café.

 Iluminação, ventilação e circulação são funcionalidades da arquitetura que fazem toda a diferença, mas ter amplitude visual sempre definiu os lugares que escolhi pra viver. E as janelas são a ponte entre a funcionalidade e a estética, são a conexão entre o lado de fora e o lado de dentro.

 Dizem que os olhos são as janelas da alma, concordo. E da mesma forma as janelas conduzem a alma através do que nos permitem olhar, sentir e apreciar do mundo lá fora.

 Bom domingo.

                                                 Rinaldo Conti:.








 

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Silêncios - 12 09 23


 Silêncios - 12 09 23



Existem silêncios únicos, mas também existem vários silêncios.


Há um silêncio do lado de fora, há um silêncio do lado de dentro.


Tem um tipo de frequência uniforme e presente em tudo, algo que só se percebe quando nada faz barulho, e quando a gente finalmente experimenta o silêncio absoluto dentro e fora, o universo se expande, e passamos a ouvir de forma mais clara os pensamentos e sentimentos, diálogos em frequências diferentes; como ondas de rádio que transmitem mensagens invisíveis.


O silêncio pode ser assustador, mas é assustadoramente lindo, em um ambiente silencioso aguçamos os outros sentidos. Sentimos melhor as variações de temperatura, o toque do vento e os perfumes que vem de flores distantes, as cores, luzes e sombras ficam mais nítidas, os pés no chão e o toque das mãos, até os nossos sentimentos ganham outros contornos.


  Experimentar silêncios nos faz perceber melhor os ruídos, e a melodia que existe em tudo o que ouvimos. Verdades e mentiras vão ficando nítidas e o silêncio faz até uma função de filtro, altas, médias e baixas frequências, boas e más intenções, melodias e entonações, tudo fica mais nítido.


 É por isso que mesmo gostando de boas e longas conversas, e por mais que eu aprecie a companhia das pessoas que eu amo, com as quais convivo, cada vez mais eu preciso de de silêncios maiores, os mesmos que eu recomendo, do lado de fora, e do lado de dentro…


                                                                                                                             Conti:.


segunda-feira, 11 de setembro de 2023

TEXTO DE DOMINGO - N13 - 10 09 23


   CONEXÕES INVISÍVEIS.

 Eu não faço músicas, nem desenhos, muito menos poesias... 

 Essas entidades em forma de arte tem as suas próprias vidas. 


 O que acontece é que a gente se encontra, ou elas me visitam, 

vindas do invisível, e a parte que me cabe é traduzir o indizível 

de cada encontro. 


 Faço uma fotografia de cada momento, uma selfie da alma do lado de 

dentro. Começa como um esboço, a tela do artista e as tintas do

destino. Cada cor tem seu som, cada acorde uma vocação, e tudo vai 

se traduzindo, paisagens, palavras, imagens e melodias vão surgindo.


 Então não faço nada, nem músicas, nem poesias. Só observo, sem 

pressa, porque nunca se esgotam essas conversas, e o que parece que

aconteceu em um só dia, pode ser parte dos diálogos de toda uma vida.


  A beleza da arte é ser imprevisível. Inspiração, transpiração, 

conexão invisível.


                                                         Conti:.

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

TEXTO DE DOMINGO - N12 - 07-09-23

 


Servos e senhores…


 Pode soar estranho que a mesma música que liberta também aprisiona, mas é uma questão de percepção, nem tudo se prende por correntes.

 

A escravidão acabou, ou acabamos de descobrir que ela só mudou de nome?

 

Não há servo sem senhor, sim senhor, senhoras e senhores. A relação de escravidão precisa de duas partes: Uma que é dona de tudo e todos, que manda, que impõe impostos, que cria leis; a outra parte é a que tem calos nas mãos, marcas de chicotes nas costas, e que só é livre para escolher a quem quer servir.


  Até Platão, que exaltava a música, expulsaria da cidade ideal os poetas. Logo, mesmo sendo livres para pensar, podemos acabar fatalmente presos a uma corrente de pensamento, ou expulsos de algum lugar por querer unir poesias e acordes. Acontece…


 Mas não é sobre filosofia e nem sobre política, é sobre música mesmo. A mesma que Platão se referia, que é a mesma que ouvimos no spotify. Será que ela nos prende ou nos liberta? Quem nunca se colocou na situação do personagem de uma canção?

Do lado de quem anda escrevendo textos e canções, às vezes cansa. Tem canções que apenas precisam ser libertadas do invisível que habitam e que precisam nascer e cuidar da sua própria vida no mundo. Tem outras canções que são planejadas como um filho, com aquela sensação de que podem tornar o mundo um lugar melhor, mas que para serem efetivamente livres não podem carregar essa expectativa; já basta os três minutos em que estarão presas.


 Nova reflexão: Aquilo que dizemos é eterno quando se repete? A canção dura mesmo três minutos ou dura por todos os três minutos que se repete quando alguém ouve a canção?


 Não vou recomendar reflexões, pelo menos por aqui a interpretação é livre, todos podem ser os servos ou senhores dos próprios pensamentos, pelo menos quando estão em silêncio..


segunda-feira, 28 de agosto de 2023

TEXTO DE DOMINGO - N11


 Artes e Ofícios.


 Não existe arte sem inspiração! Mas para que a arte saia da gaveta, e os projetos saiam do papel, também é preciso bater o ponto e trabalhar. 


 Aquilo que temos que fazer para chegar nos objetivos que estabelecemos não deve depender de como nos sentimos, e nem da nossa vontade ou inspiração. A inspiração antes de tudo é a linha guia de um planejamento, depois é trabalho.

 

 Fiquei pensando nessas coisas enquanto observava algumas canoas no final de semana. O trabalho do pescador é a pesca, mas a pintura das canoas, o tecer as redes, interpretar os ventos e o mar são o que constituem o ofício do pescador, são a sua medida de arte.


 Passar o domingo e começar a semana resfriado não é a melhor das inspirações, mas pra quem escreve textos e canções, tudo é combustível para reflexões. Sair de casa era um trabalho que tinha que ser feito, refletir sobre artes e ofícios foi a inspiração e escrever o texto de domingo era o que tinha que ser feito.

 

 Faça o que tem que ser feito! Se estiver inspirado melhor ainda, imprima sua dose de arte. E se estiver resfriado, fique de molho, e apenas bata o ponto.


 Boa semana! 

                                                                                                                                 Bagual:.



 

terça-feira, 22 de agosto de 2023

TEXTO DE DOMINGO - N10

 




 Ninguém ouve a mesma música do mesmo jeito.


 Seja pela anatomia dos ouvidos ou pela interpretação dos ouvintes, seja pela sensação do som ou por se deixar levar pela letra, seja pelo ambiente, pelo momento, tanto faz. Cada música tem um significado particular quando é criada, e outro significado surge toda vez que ela ganha vida nos ouvidos de alguém…


 Faz quase três meses que voltei a fazer contato com um estúdio, a ideia era chegar com um violão nas costas, gravar uma canção em três minutos, violão e voz, jogar no youtube e mandar o link para meia dúzia de amigos, e estaria feito! Mas algumas coisas mudaram no meio do caminho.


Acabei me reconectando com pessoas com quem vivi bons momentos, conheci outras pessoas legais, e me reconectar comigo mesmo foi a parte mais legal desse processo, então se é a música que está me trazendo todas essas experiências bacanas, não posso simplesmente botar um violão nas costas e gravar uma canção de qualquer jeito em três minutos, não seria justo, nem comigo, nem com quem vai ouvir e muito menos com a música. Resolvi fazer algo melhor, o melhor que dá pra fazer. 


 Da primeira vez que botei os pés em um estúdio até hoje muita coisa mudou! Em resumo, o processo de produção musical hoje é muito mais democrático, entre as vantagens atuais, poder pré produzir em casa e registrar ideias é talvez a maior vantagem pois permite diminuir um pouco os custos de estúdio com ensaios, e até agiliza o processo criativo. A contrapartida é não cair no canto da sereia, pra não acabar gravando e publicando qualquer coisa de qualquer jeito. E pra não gravar de qualquer jeito, ainda que sejam apenas o rascunho da obra, precisei fazer algumas obras para transformar o escritório em home estúdio. Tratamento acústico de portas, janelas e ar condicionado!


  Tudo isso por uma canção de três minutos? Ainda que fosse valeria a pena, afinal ninguém ouve uma mesma canção do mesmo jeito, nem mesmo o autor.


  Então espero que o texto de domingo, que chega de novo na terça, possa embalar o ritmo da sua semana, e também das suas obras, para que tudo o que você fizer de bom hoje, ou em três minutos, possa soar pela eternidade.


 Boa semana, e aquele abraço!


                                                                                                                      Bagual Music:.


terça-feira, 15 de agosto de 2023


  

 " Pelas vossas obras, vos conhecerei..." 


  E o texto de domingo chega na terça. Como aquele arquiteto que visita a obra no meio da semana, nem sempre no mesmo dia.

 Construir a si mesmo é um processo, e contruir projetos e um processo que depende da construão de nós mesmos, afinal somos o alicerce principal da realidade que nos cerca.

 Como nem só de filosofia e reflexões se constroi a vida que desejamos, pra tirar os planos do papel as vezes é preciso escrever o texto de domingo na terça pra focar nas prioridades. Dito isso vamos as novidades.

 A temática das coisas por aqui segue de rédeas soltas, então reflexões e sacadas curtas ainda vão rolar no "Coice de Porco", as sacadas mais profundas e variedades ficam com o texto de domingo. e textos aleatórios e poesias podem aparece conforme a previsão do tempo, mas ao mesmo tempo no escopo das obras recentes o projeto vai tomar um formato mais voltado pra música... 

 No ambiente físico, os instrumentos estão sendo revisados, vão chegando também coisas novas,  espumas e soluções acústicas, e isso tem a ver com a pré-produção de uma obra musical.
O que era pra ser um registro feito numa tarde com violão e voz vai tomando ares de projeto, e sendo discutido agora na perspectiva de uma "engenharia de som" que exige um pouco mais de atenção com os alicerces. Por sí só já é um projeto que sai do papel depois de anos, assim como escrever por aqui.

 Na paralela, alguns projetos de longo prazo se concluiram na última semana com sucesso absoluto! O que atrasou um pouco os textos por um boa causa. E embora seja terça, este segue sendo o texto de domingo, com o objetivo de deixar sempre uma reflexão, então te pergunto:

 Como estão os seus projetos heim? Os projetos de vida, de sonhos, as projeções astrais? 
 
 Seja a agenda da semana, as próximas férias ou a sua aposentadoria tudo deveria ter um planejamento, que pode ser alterado, mudado, adaptado, mas que de alguma forma deveria ser seguido, para que você possa resolver o que deseja, se sentir realizado e motivado para partir para a próxima conquista.

 Só não esqueça que fazer planos e seguir planos já é uma conquista, pois você está vivendo! 
 O passado é só lembrança e o futûro é só expectativa, então independente da etapa que vocês estiver ou o quanto falte pra concluir qualquer projeto, o sucesso já está garantido, aproveite!

 Por hoje é isso, e agora, de volta á obra, e mãos a obra!

 Baita abraço, e que tudo aquilo que você deseja para sí e para os outros se multiplique nos teus projetos sete vezes! 
                                                                                                                                          Bagual Buldier:.

domingo, 6 de agosto de 2023

TEXTO DE DOMINGO -N8

 


                                              Se preferir, ouça no spotfy:ÁUDIO - TEXTO DE DOMINGO -N8

Entre tantas coisas boas que há pra se fazer numa manhã de domingo, um pic-nic no parque com os amigos é uma das mais legais. E foi o que fizemos hoje!


 Dia lindo de sol, encontrar pessoas queridas, comemorar o aniversário das meninas, comer umas coisas saborosas, curtir a sombra, observar a natureza, as pessoas, e falar da vida. Saber o que acontece com essas pessoas que a gente aprecia, e também contar sobre o que a gente anda pensando, fazendo e planejando na vida.


 Um picnic é simples e genial como uma toalha xadrez estendida sobre a grama verde, e também pode nos oferecer momentos de inspiração e reflexão, que também rolaram hoje. 


 Ao longo das conversas agradáveis e das novidades que eu tinha pra contar muito tem a ver algo que tenho chamado de “Teoria do Bagual”, que eu resolvi compartilhar por aqui, como quem divide um sanduíche, e espero que possa alimentar algumas reflexões.


 A Teoria do Bagual é um resumo simplificado de como tenho organizado as coisas na minha vida nas últimas décadas, não tem nada de novo ou disruptivo, aliás, tem idéias que devo ter lido na Bíblia, que certamente li no Caibalion, e que devem estar espalhadas por aí em tantas outras obras, são princípios bastante simples e que pra mim, na sequência que vou apresentar fazem muito sentido e tem me ajudado a obter bons resultados na vida.


 1º Autoconhecimento! Conhece-te a ti mesmo é talvez a frase mais famosa que resume este princípio. Quem nós fomos até hoje deixará de existir junto com os últimos segundos deste lindo domingo! Parece dramático, e é! Amanhã podemos acordar com ideias e sentimentos diferentes, e o grande barato da vida é ser livre para viver como bem entendermos, é o grande presente que nos foi dado pelo criador, e que se chama livre arbítrio. Simplificando as coisas que é o objetivo, o mais importante é quando você acordar, pensar em quem você quer ser hoje, baseado nos seus valores, objetivos e sonhos. Então basta fazer uma análise rápida para saber se você está no caminho certo pra ser quem você realmente quer ser, ou se o caminho precisa de algum ajuste. Se precisar, corrija a rota, e pé na tábua! Se quiser mudar mude, se quiser seguir, mas procure sempre se conhecer, e saber quem você é, e quem você quer ser!


2º Vá procurar a tua turma! É isso mesmo. Quando eu era adolescente essa era a forma mais direta e menos delicada de mandar alguém se afastar, era o “cancelamento” da época, ou seja, não era algo legal. Mas depois de ouvir isso várias vezes, em várias turmas, acabei me dando conta de que isso não era ruim, afinal, aquela não era mesmo a minha turma! Depois percebi que ao longo da vida temos várias turmas, temos turmas específicas e as turmas inclusive mudam. Por exemplo: Quando você mora com os seus pais você faz parte de uma turma, quando tem a sua própria família ( marido, esposa e filhos ) você passou a ter duas turmas, elas interagem, são todas parte da mesma família,  mas cada uma tem suas atividades específicas. E isso vale para a escola, faculdade, trabalho, esportes, artes.

 Você pode dormir como um músico clássico e amanhã acordar querendo ser roqueiro, e nada te impede, mas é mais fácil procurar a tua turma do que tentar convencer a galera da orquestra a montar uma banda de heavy metal.


 3º Autodesenvolvimento contínuo! Seja você um pai uma mãe, ou um filho da mãe, um músico de orquestra ou o que você resolveu ser na manhã de hoje, se você está ciente de quem é e de quem é a tua turma. Seja qual foi o caminho que você resolveu seguir, sempre há algo que você pode aprender, melhorar, ensinar e compartilhar e isso é se desenvolver. Não se trata de ser cada dia melhor em uma atividade ou habilidade específica, mas de ser melhor para você mesmo e para o mundo. É como deixar as coisas um pouco melhor do que você encontrou, e perceber que fazendo isso você também vai passar a encontrar as coisas, as pessoas e o mundo um pouco melhor a cada dia. Dá pra chamar este princípio de melhoria contínua também, e posso te dizer que isso dá muito mais prazer, satisfação e retorno do que trabalho.


 Bueno, não vou me estender demais pois estes três princípios da Teoria do Bagual são realmente tão simples quanto poderosos e podem ser explorados e desdobrado infinitamente, mas os três nesta ordem simples, e aplicados da forma mais singela já são o suficiente para resultados muito legais, e espero de coração que você reflita a respeito e que esta reflexão possa trazer resultados tão agradáveis quanto estar com os amigos, sentado numa toalha xadrez, numa manhã ensolarada, num lindo parque falando sobre a vida.


 Bom final de domingo, bom início de semana, e aquele abraço, 

 do Bagual!


                                                                                                                 Bagual Xadrez:.