sexta-feira, 8 de agosto de 2025

UMA CANÇÃO COM AUGUSTO DOS ANJOS

 
 


 Conheci o Augusto na faculdade, em uma fase nada tranquila.

 O cara não se enquadrava nos movimentos literários, era um cavaleiro solitário, nem romântico, nem parnasiano, mas indiscutivelmente profundo. 

 Eu também nunca apreciei rótulos permanentes, e foi por aí que começou a nossa interação. Um tempo antes, no final do ensino médio eu tinha conhecido o Byron, e ainda que o Augusto não tivesse sido influenciado oficialmente por ele, pra mim os dois caminhavam na mesma direção, e aquele era um caminho que me interessava seguir. 

 Minhas origens não tinham nada a ver com a desses caras, e eu sabia que as nossas trajetórias também seriam diferentes.

 Eu nunca fui um profundo estudioso de nada, nem tive a vontade ou pretensão de me aprofundar em estudos literários, conhecê-los foi quase um acidente de percurso, mas de alguma entendi que algo me ligava eles, talvez pelos impulsos da idade, pelas histórias, talvez por afinidade artística e espiritual, ou por interesses em comum; difícil especificar.

 O fato é que a forma como eu estava vivendo, percebendo o mundo, as músicas e textos que estava produzindo naquela época pareciam nos colocar em sintonia. 

nPra mim a música e a poesia sempre andaram juntas ou muito próximas, e a arte conecta os artistas independente da obra, expressão ou estilo de cada um. 

 Algumas vezes tive a impressão de que, se eu tivesse chegado por aqui um pouco antes, ou se eles tivessem chegado um pouco depois, poderíamos ter batido bons papos, quem sabe ter montado uma banda. Infelizmente, quando os conheci, ambos já tinham partido. Ainda assim seguem sendo bons companheiros, graças às obras que deixaram. 

 Versos Íntimos é a poesia mais conhecida do Augusto, e sinceramente não lembro a primeira vez em que eu a li, mas lembro de ter repetido a leitura por tantas vezes que acabei decorando, e um dia enquanto meditava abraçado no violão, surgiu a melodia que daria origem a uma versão musical de Versos Íntimos. 

  A história de Versos Íntimos como canção fica para o próximo texto, para quem se interessar pelo processo criativo. Este texto era mesmo pra contar como conheci o Augusto, dar o devido crédito ao amigo, e fazer menção ao Byron, cuja parceria fica também para outra edição. 

                             - - - 

 Se você gostou de saber sobre como conheci o Augusto dos Anjos, e quer saber mais sobre ele, recomendo a leitura do livro dele chamado “ Eu ”. A canção Versos Íntimos vai ser lançada em algumas semanas, você pode acompanhar algumas novidades por aqui, e também pelos canais:

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 Forte abraço!
                                    Rinaldo Conti:.

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