sábado, 27 de janeiro de 2024

O OUTRO LADO DA ARTE - 27 01 2024


 Uma postagem no tweeter as três da manhã diria tudo, ainda que não houvesse nada escrito. Mas havia...

 Estava sonhando com plantas quando acordei! 

 As luzes acesas,  janelas abertas... Cheguei  tão cansado ontem que desmaiei. 

 Acordei lembrando do sonho, abri o tweeter,  postei sobre as coisas como estão.

 A arte tem várias perspectivas, mas  duas são notáveis: O ponto de vista do artista, e o público do outro lado.
 
 Um cria, o outro aprecia. Os dois sentem a mesma energia de formas diferentes, até opostas as vezes.

 O produto acabado é consumido, reproduzido, e o processo reinicia com novidades.

 A vida muda, muda a rotina, o roteiro agora é outro e as esquinas virado encruzilhadas. 

 Quem sempre esteve junto segue firme; sonha junto, acha graça, e a gente acha um jeito pra fazer tudo funcionar. 

 Quem chega pra somar parece que sempre esteve por perto,  vem com tudo, chega junto, compra as brigas e compartilha os sorrisos.

 Não sei pra onde vai quem parte, só desejo boa viagem. Cada barco tem seu rumo, seu vento e o seu porto. 

 Não sei pra o de vamos nesse mundo louco de pernas para o ar, mas estamos indo rápido. 

Deste lado da arte, o artista é como um pára-raios durante a tempestade. Acordar escrever, lembrar e esquecer... Fazer acontecer! Se não for perfeito ao menos estará feito, estes também são artifícios da arte.

 Texto escrito, publicado, volto pra cama, sonhando acordado, e amanhã tem mais...

 Bons sonhos, seja do lado que for.







terça-feira, 9 de janeiro de 2024

02-VIVER AQUI - 08/01/2024


Você vai querer viver aqui...

Cada vez mais raro, e cada vez mais caro, o silêncio tem se tornado ítem de luxo. Afinal, ruídos e barulhos fazem parte da vida moderna, em quase todos os cantos do mundo, mas há quem prefira o contrário.

 Seja na Roma antiga ou nos dias de hoje, a migração de pessoas para os grandes centros fez com que além das cidades surgissem metrópoles. E não foram só as pessoas que foram para as cidades, mas as cidades foram abraçando o que antes era o interior...

 Quase sem perceber, as áreas que antes eram chácaras, sítios ou fazendas, que ficavam fora do perímetro urbano, foram se tornando loteamentos, condomínios e bairros. Das chácaras, sítios e fazendas ficaram apenas o nome em alguma placa de rua.

 Lugares antes desertos hoje tem tudo por perto, comercio, serviço, pessoas e tudo o que for preciso. Naturalmente, haverá menos silêncio nesses lugares.
 
 Não se pode ter tudo, e não se pode ter tudo sozinho. Todas essas facilidades exigem uma estrutura, a estrutura exige pavimentação, água, saneamento, energia elétrica. Isso tudo exige mão de obra, e essa mão de obra precisa morar, e circular em algum lugar. 

 O movimento necessário para edificar isso tudo gera ruído e barulho. E para quem se cansou, ou nunca esteve acostumado com isso, o silêncio passa a ter um valor ainda maior. 

 O sentimento oposto a valorização do silêncio é totalmente legítimo e verdadeiro. Para quem nasceu e viveu em áreas remotas, ou menos povoadas, em lugares onde o tempo parece ter parado, para quem sempre esteve ansioso aguardando por um progresso que parecia nunca chegar, para essas pessoas as cidades com os seus shoppings, ruas e avenidas cheias de gente podem ser um lugar muito agradável. É como o turista que estando de férias em uma cidade do litoral não se importa de ficar no trânsito por duas horas para ir até a praia, e mais duas horas para voltar pra casa. E é aí que está a questão.

  Ver o céu estrelado porque existe pouca iluminação noturna nas ruas, ouvir os pássaros porque não há ruído na volta, sentir o vento e a temperatura mudando rápido porque não há tantos prédios e tanto asfalto retendo o calor do dia, não é e nem precisa ser algo que agrade a todo mundo. São coisas que tem se tornado mais escassas, mas que de fato não fazem falta para quem gosta do ambiente urbano.

 Seja em um apartamento no centro da capital, na beira da praia, ou em um refúgio na montanha, o que define a satisfação e o apego que sentimos pelos lugares que visitamos são outros fatores.

 Quem nunca pensou que viveria no lugar onde está passando as férias? Pode ser no centro de Paris ou mesmo de São Paulo, pode ser em um resort de praia em Floripa ou em uma casa de campo na serra.

 A verdade é que não são só os lugares e suas características, nem é só a conexão com o ritmo ou estilo de vida que define como nos relacionamos com esses lugares. É principalmente como estamos nos sentindo que cria estes laços e conexões.

  Estar de férias significa que você cumpriu etapas, se planejou, se organizou, e agora terá a sua recompensa! A sensação de dever cumprido e recompensa é ótima, e estar de férias também significa dispor do próprio tempo como bem entender, dormir e acordar conforme o ritmo do proprio corpo e não conforme o despertador, provar comidas e bebidas diferentes sem horários definidos, e mais uma série de liberdades, que normalmente não fazem parte do dia a dia fora do período de férias. 

 E é claro que também existem as pessoas que não tiram férias por infinitos motivos, inclusive porque estão satisfeitas com as suas rotinas e lhes basta um final de semana para descansar. Tudo certo.

 Acho que você já entendeu onde estou querendo chegar, né? Não é na cidade e nem no campo, nem na praia e nem na montanha que queremos morar quando sentimos vontade de mudar...

 O que queremos é viver nas férias! Na sensação de liberdade, no silêncio e na tranquilidade ou no agito ruidoso. Queremos mudar e poder escolher.

 Da minha parte prefiro o silêncio do interior durante a semana, trabalhando remoto, e o final de semana na cidade.

 Seja qual for a sua preferência, quando você pensar que gostaria de mudar, antes de começar a olhar os anúncios de imóveis, pense um pouco, se você vai querer morar em um lugar onde passou férias, ou se o que você quer mesmo é "morar nas férias."

  Quando você encontrar o estilo de vida e o lugar certo, não tenho dúvidas de que vai pensar que é exatamente ali onde você quer viver.

                                                                                                                                      Rinaldo Conti.


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

01- PERSPECTIVAS - 2024


 O assunto é universal, mas as conclusões são particulares. O primeiro dia do ano sempre tem a ver com metas, objetivos, perspectivas, mas também é igualzinho ao último. Aliás, já fez sua retrospectiva e seus planos para 2024?

 A perspectiva depende da retrospectiva, de olhar para trás para os erros e acertos, fazer correções e ajustes no planejamento, e finalmente seguir melhorando o que já deu certo. Eis um modelo que rende bons resultados, embora a capacidade de improvisar também seja um ítem importante em qualquer jornada. Por aqui vamos planejando os trechos longos, e reservando o improviso para os imprevistos.

  Sem entregar o ouro, e nem esconder o jogo, é mais uma jogada de interpretação. O lance é compartilhar os trilhos, e cada um que toque seu trem.
 
 Nenhuma rota serve para quem não se move na direção dos próprios objetivos, então o lance é manter o movimento no sentido desejado, não mexer no time que está ganhando, investir no que multiplica, se livrar do que não agrega, aliviar da bagagem o que já não faz sentido, e assim seguir em frente mais leve, curtindo a jornada, pois até os caminhos conhecidos podem nos trazer surpresas agradáveis. 

 Retrospectiva avaliada, perspectivas definidas, time fechado e peso aliviado; é hora de pegar a estrada. 

 Sem metáforas, falo mesmo de devorar terra e asfalto, cruzar fronteiras em duas rodas, quatro patas, duas pernas ou quatro rodas tracionadas, ouvindo e compondo canções, lendo e escrevendo histórias, navegando em águas e poesias, voando alto em melodias ou nas asas de um avião.

 Satisfação, felicidade, amizade e prazer são objetivos que não se mede, e ainda assim são os melhores indicadores de sucesso ao longo de uma vida bem vivida.

 Se você já fez os seus planos, sucesso! Se não fez ainda, bom planejamento. Se não fará, boa sorte...

 Nos vemos por aí nas curvas de 2024, em algum pôr-do-sol que vai ficar pelo retrovisor, numa fotografia, nas telas em algum texto, em fones ou alto falantes, em alguma canção, ou olhando nos olhos.

 Por aqui, e por aí deixarei pegadas. 

 Por enquanto, boa caminhada!

                                                                                                                               Rinaldo Conti:.