A casa de um homem é o seu castelo, não lembro onde foi que eu ouvi isso mas faz tempo, e por considerar uma verdade sempre repito. Mais do que isso, por considerar que a casa de um homem é o seu castelo, nos domínios do meu lar eu vivo como um verdadeiro príncipe, ou pelo menos é assim que me sinto absolutamente...
Como todo soberano minha vida é trabalhar pela proteção do meu reino contra a usurpação dos estados opressores que me cercam. No difícil exercício de viver em paz, estar preparado para a guerra é uma constante. Das ferramentas efetivas para o combate até os elementos de dissuasão, passando pela diplomacia, tudo o que sustenta qualquer fronteira se aplica também ás muralhas que me rodeiam.
Viver é uma arte, manter-se vivo é um exercício e viver em paz é a recompensa de quem faz da vida o seu ofício.
Sem mais filosofias, simplesmente contemplo pelas janelas o fim do dia. Faço isso todas as manhãs e noites e não me canso, aliás observar esses horizontes de nuvens e montanhas me inspira, pois até o mais sólido castelo, construído com as mais densas pedras um dia sucumbirá ao peso do tempo. Falo de milenios capazes de tornar a nossa existência insignificante perante a história, e portanto, com a mesma intensidade, algo capaz de tornar a nossa existência única e épica, já que de fato nossa beleza assim como a nossa existencia são passageiras, tanto quanto as nuvens.
E quando as nuvens do tempo se dissiparem e com elas as memórias da minha existência, terei vivido a incrível experiência de haver sido o senhor do meu proprio tempo, do meu reino e destino.
Rinaldo Bagual Conti