domingo, 10 de agosto de 2025

A ORIGEM DOS VERSOS ÍNTIMOS.

 


Duas versões de uma canção.

               


 "Se você leu o último texto já sabe como conheci o Augusto. Caso não tenha lido, fica o convite, pois hoje vou contar como os Versos Íntimos do Augusto se transformaram em música."


 A arte muitas vezes é um exílio para os inconformados, e não se trata de querer ser “do contra” ou ficar por aí pregando rebeldias e inconformismos, é um lance de essência que acaba transbordando. A poesia do Augusto não é alegre nem colorida. Mas quem, em sã consciência, acorda alegre e sorridente todos os dias? O lance é que quando a essência do Augusto transbordou, e deu origem ao livro “Eu”, a síntese foi sombria.

Eu vivia dias que alternavam entre luzes e sombras quando conheci o Augusto, “Versos Íntimos” pra mim era a síntese da obra dele, e dizia muito sobre os meus sentimentos também; cantarolei a melodia de “Versos” pela primeira vez nos corredores escuros da faculdade. Pouco tempo depois um período de sombras fez com que meus violões, e guitarras fossem parar numa masmorra dos sonhos. Só não parei de escrever, mas ainda assim não publicava.

  Depois de cumprir uma pena “auto-imposta”, e ainda assim á duras penas, violões e guitarras saíram do calabouço e duas músicas vieram à luz, como um raio de sol que aparece antes da tempestade. Novamente as sombras apagaram por um tempo as músicas que comecei a lançar… Então, num legítimo grito de liberdade, abracei as sombras que me cercavam e reencontrei entre Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft e Byron, a melodia ainda decorada “Versos Íntimos”, que emergiu da memória como o clarão de um raio durante a tempestade! Chorei de saudades, de raiva e de felicidade, e o movimento de dar vida a esta canção foi como uma onda estourando contra os paredões de pedra de uma encosta deserta.

  Minha versão de “Versos Íntimos” nasceu acústica. Construí uma introdução que remete ao ambiente onde imagino que o Augusto escrevia, em algum recanto boêmio do Rio de Janeiro dos anos 1900… O restante é a poesia do Augusto na íntegra, e um final que não entra na versão acústica, nem na eletrônica, e que reservamos exclusivamente para o videoclipe. E sim, spoiler: “Versos Íntimos” vai ganhar um videoclipe!


Na busca por arranjos, o violão continha alma da música, mas para trazê-la a vida era preciso mais peso, e chegaram as guitarras. A atmosfera então pediu por luzes, e assim como as luminárias coloridas, que remetem ao conceito artístico do conjunto quem iluminou esta etapa foi um sintetizador Roland Jupiter! Neste momento, a poesia do Agosto de 1912 embarcou em uma máquina do tempo que a lançou nos anos 80, e aterrissamos juntos em um território que conheço um pouco e curto muito! A música fez uma curva, mudou de tom, de cor, e a rebeldia veio à tona na decisão de cantar de forma mais alegre e agitada aquele manifesto de profundidade abissal. Só faltava um coração pulsante para que a música viesse à vida; e foi assim que escolhi uma bateria Lin, também dos anos 80.

 E pronto! Para quem gosta de detalhes, e de saber das coisas na sua origem, eis aí a inspiração, transpiração, planejamento, concepção e criação de uma canção, passo a passo… De 1912 á 2025, da versão original de um poema do Augusto, para os alto-falantes e fones de ouvidos. Do Brasil para o mundo, esta é a história por trás da minha versão musical de “Versos Íntimos”, que você vai poder acompanhar em breve, na íntegra, em todas as plataformas de streaming do mercado,e logo mais também no youtube!


 Para acompanhar mais de perto me siga pelo instagram:

https://www.instagram.com/rinaldoconti?igsh=cmE2a3QyYm43bmkw&utm_source=qr


 Já se inscreve no meu canal e me segue no Spotify, pra acompanhar o lançamento de “Versos Íntimos”:

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A gente se vê! Valeu!

Rinaldo Conti:.
 

 


 

 



sexta-feira, 8 de agosto de 2025

UMA CANÇÃO COM AUGUSTO DOS ANJOS

 
 


 Conheci o Augusto na faculdade, em uma fase nada tranquila.

 O cara não se enquadrava nos movimentos literários, era um cavaleiro solitário, nem romântico, nem parnasiano, mas indiscutivelmente profundo. 

 Eu também nunca apreciei rótulos permanentes, e foi por aí que começou a nossa interação. Um tempo antes, no final do ensino médio eu tinha conhecido o Byron, e ainda que o Augusto não tivesse sido influenciado oficialmente por ele, pra mim os dois caminhavam na mesma direção, e aquele era um caminho que me interessava seguir. 

 Minhas origens não tinham nada a ver com a desses caras, e eu sabia que as nossas trajetórias também seriam diferentes.

 Eu nunca fui um profundo estudioso de nada, nem tive a vontade ou pretensão de me aprofundar em estudos literários, conhecê-los foi quase um acidente de percurso, mas de alguma entendi que algo me ligava eles, talvez pelos impulsos da idade, pelas histórias, talvez por afinidade artística e espiritual, ou por interesses em comum; difícil especificar.

 O fato é que a forma como eu estava vivendo, percebendo o mundo, as músicas e textos que estava produzindo naquela época pareciam nos colocar em sintonia. 

nPra mim a música e a poesia sempre andaram juntas ou muito próximas, e a arte conecta os artistas independente da obra, expressão ou estilo de cada um. 

 Algumas vezes tive a impressão de que, se eu tivesse chegado por aqui um pouco antes, ou se eles tivessem chegado um pouco depois, poderíamos ter batido bons papos, quem sabe ter montado uma banda. Infelizmente, quando os conheci, ambos já tinham partido. Ainda assim seguem sendo bons companheiros, graças às obras que deixaram. 

 Versos Íntimos é a poesia mais conhecida do Augusto, e sinceramente não lembro a primeira vez em que eu a li, mas lembro de ter repetido a leitura por tantas vezes que acabei decorando, e um dia enquanto meditava abraçado no violão, surgiu a melodia que daria origem a uma versão musical de Versos Íntimos. 

  A história de Versos Íntimos como canção fica para o próximo texto, para quem se interessar pelo processo criativo. Este texto era mesmo pra contar como conheci o Augusto, dar o devido crédito ao amigo, e fazer menção ao Byron, cuja parceria fica também para outra edição. 

                             - - - 

 Se você gostou de saber sobre como conheci o Augusto dos Anjos, e quer saber mais sobre ele, recomendo a leitura do livro dele chamado “ Eu ”. A canção Versos Íntimos vai ser lançada em algumas semanas, você pode acompanhar algumas novidades por aqui, e também pelos canais:

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 @rinaldoconti no instagram 
 Forte abraço!
                                    Rinaldo Conti:.