Silêncios - 12 09 23
Existem silêncios únicos, mas também existem vários silêncios.
Há um silêncio do lado de fora, há um silêncio do lado de dentro.
Tem um tipo de frequência uniforme e presente em tudo, algo que só se percebe quando nada faz barulho, e quando a gente finalmente experimenta o silêncio absoluto dentro e fora, o universo se expande, e passamos a ouvir de forma mais clara os pensamentos e sentimentos, diálogos em frequências diferentes; como ondas de rádio que transmitem mensagens invisíveis.
O silêncio pode ser assustador, mas é assustadoramente lindo, em um ambiente silencioso aguçamos os outros sentidos. Sentimos melhor as variações de temperatura, o toque do vento e os perfumes que vem de flores distantes, as cores, luzes e sombras ficam mais nítidas, os pés no chão e o toque das mãos, até os nossos sentimentos ganham outros contornos.
Experimentar silêncios nos faz perceber melhor os ruídos, e a melodia que existe em tudo o que ouvimos. Verdades e mentiras vão ficando nítidas e o silêncio faz até uma função de filtro, altas, médias e baixas frequências, boas e más intenções, melodias e entonações, tudo fica mais nítido.
É por isso que mesmo gostando de boas e longas conversas, e por mais que eu aprecie a companhia das pessoas que eu amo, com as quais convivo, cada vez mais eu preciso de de silêncios maiores, os mesmos que eu recomendo, do lado de fora, e do lado de dentro…
Conti:.

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