Você pode tocar para uma só pessoa, para uma platéia, ou sozinho, e ninguém vai “ver” a música. Eis a magia, eis o mistério…
Mesmo num show lotado, quem ouve e quem toca, o público e a banda, cada um ouve de uma forma única a mesma canção. A música tem esse poder de evocar sentimentos, de criar conexões e ao mesmo tempo ser solitária, ela caminha entre todos os ouvidos e conta uma história diferente para cada ouvinte.
A música guarda certa semelhança com a literatura, no sentido de dar margem para interpretações.
São ótimas as companhias com as quais os assuntos nunca acabam, mas as melhores companhias são mesmo aquelas com as quais nos sentimos bem inclusive em silêncio, como acontece com as boas músicas.
Entre linhas vem muita coisa boa por aí, se não der pra ver vai dar pra ouvir, vai ter até quem possa ouvir sem dar, palpites…
Rinaldo Conti
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