Galo de rinha...
O sangue sempre foi vermelho e quente, salgado e com um final de boca que lembra o ferro. O instinto de lutar sempre foi a garantia da sobrevivência, ainda que as batalhas fossem contra os moinhos de vento. E se exite ordem no caos; adivinha quem foi que sempre fez voarem as penas do galinheiro?
Quem luta contra a própria natureza está fadado a perder tempo, energia e por fim perderá todas as batalhas! O instinto deve ser acima de tudo um aliado, e para que o instinto e a vontade estejam jogando no mesmo time é preciso de autoconhecimento.
O galo de rinha é um símbolo do passado, uma evocação ao espírito do guerreiro que cai sem se dar por vencido, e que se ergue apara a próxima batalha.
Se é assim na vida de um galo de rinha, não seria diferente na minha! Enquanto estiver vivo estarei escrevendo, compondo, assoviando e cantando. Ainda que eu pareça calado por um tempo enquanto ando por aí, botando ordem nos galinheiros da vida e afiando as esporas.
