Hoje é dia de rock, baby!
Um dia, o rock fez o mundo parar! Não só porque no século passado, alguém gritou isso em praça pública, mas porque em 1985 artistas do mundo inteiro juntaram voz e coragem pra cantar contra a fome no evento histórico chamado Live Aid. Ali, entre guitarras, baterias e refrões que pareciam abraçar o planeta, o mundo sentiu que a música pode mais.
Essa data virou símbolo, mas o rock não é só atitude e poesia. Para muitos, é diário de bordo.
Foi no rock que encontrei espaço pra dizer o que não cabia nas entrelinhas do que eu pensava. Foi ouvindo Cazuza, Barão, Legião e o rock gaúcho que aprendi que dá pra sangrar em versos e ainda assim seguir em frente.
O rock tem dessas coisas, não precisa de explicação técnica, nem de curtidas programadas. Ele acontece quando alguém pega um violão ou uma guitarra, fecha os olhos e canta o que sente. Pode ser num palco, num estúdio ou num quarto bagunçado. Os acordes vão soar, e é no coração de quem compõe, de quem toca e de quem ouve que essa coisa toda acontece.
Quando isso se espalha entre amigos, em palcos ou por streamings, alto-falantes ou fones de ouvido, a música ganha vida própria! Cada um ouve e entende conforme os próprios sentimentos, e encontra sempre um lugar, para alguma música na própria história.
Isso é o bom e velho rock’n’roll fazendo a cabeça de quem ainda tenta entender o mundo, ou reinventá-lo à sua maneira.
O rock continua. Muda, evolui, interage, mistura estilos, influencia e é influenciado. O estilo vive na batida das composições que escrevemos sem saber se alguém vai ouvir. Vive nas palavras que resistem quando tudo parece ruir. Vive até no silêncio depois do som, aquele instante em que cada um escolhe a trilha sonora da sua própria vida.
Afinal, quem não tem ao menos uma música pra lembrar um momento especial e só seu?
Hoje eu comemoro e compartilho com vocês não só o rock das bandas que me formaram, mas também o rock que me trouxe até aqui e que de alguma forma, te trouxe aqui também. É dia de celebrar o rock que a gente ouve, o que a gente faz, e que nos faz sentirmos vivos.
E aqui vai um parágrafo que mereceria não só um texto, mas um livro:
Uma homenagem sincera para quem leva o rock pelo mundo, do outro lado do palco:
Os empresários, produtores, técnicos, os roadies, os estúdios, e mais uma galera. Sem os times que organizam os lançamentos, os shows e os eventos, sem ter quem cuida da parte chata pra deixar a arte voar não haveria show, não haveria gravação, não haveria nada. No backstage também bate o coração do rock..
E também tem a galera das rádios, das plataformas, dos veículos de mídia…É tanta gente fazendo o melhor pra isso tudo acontecer, e isso tudo é rock! É gente na platéia, no palco e nos bastidores! É sentimento, música e atitude unindo pessoas, tribos, continentes e gerações, fazendo o mundo parar e girar ao mesmo tempo!
Feliz Dia do Rock!
E que nunca falte verdade no que a gente canta.
Rinaldo Conti:.
