quinta-feira, 1 de maio de 2025

TODO DIA ACABA - 01 05 2025


Como disse o economista John Maynard Keynes:
“No longo prazo, estaremos todos mortos.”

Mesmo sabendo disso, ainda há quem desperdice a própria vida tentando atrapalhar a dos outros.

Hitler criou a Blitzkrieg, uma tática de guerra baseada em assaltos rápidos e, com isso, conquistou grande parte da Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Egoísta e ambicioso, resolveu então atacar a Rússia, com quem mantinha um pacto de não agressão.

Os russos responderam com a estratégia da defesa em profundidade e da terra arrasada: recuaram para o interior do país, destruindo tudo o que ficava para trás, impedindo o abastecimento dos nazistas.

Quando os alemães estagnaram, o Exército Vermelho contra-atacou, e, em Stalingrado, houve um massacre histórico.

Nem tanto a paz, nem tanto a guerra.

Se todos estaremos mortos no longo prazo — e alguns no médio ou no curto —, parece muito mais inteligente cooperar e evoluir.

Mas isso, na melhor das hipóteses, ainda é apenas um sonho. Basta ver a situação do mundo e os conflitos entre países, partidos e pessoas.

Os invejosos não querem apenas o que você tem — eles querem que você não tenha. Sejam países, partidos ou pessoas.

E é preciso cuidado, porque egoísmo e inveja são sementes que, quando regadas, podem florescer em atitudes estúpidas e violentas.

Foi assim com impérios, com países, e continua sendo assim entre pessoas.

Daí a importância de buscar o caminho do meio:
Sem desperdício, mas também sem avareza.
Sem invadir, mas também sem entregar tudo.

“Basta a cada dia o seu próprio mal.”
(Mateus 6:34)

Todo dia acaba.
E, com ele, acabam muitas coisas: fases, expectativas, romances, amores e vidas.
Mas muitas coisas boas podem ser preservadas — se forem bem cuidadas.

Deixo aqui alguns exemplos que tenho percebido:
Não exija de alguém aquilo que ele não tem para lhe dar, não consegue fazer ou não sabe ser.

Exigir sem noção é como invadir um país amigo: haverá recuo sobre terras arrasadas, onde nada mais poderá florescer.

Muita coisa mudou desde o fim da guerra, em 1947, mas Keynes ainda tem razão quanto ao nosso futuro.
Muita gente parece não ter aprendido nada — mesmo sabendo que, em breve, não estaremos mais por aqui.

Por isso, fica o convite para refletir.
Afinal, nós sabemos que, todo dia, tudo acaba.


Um comentário:

Anônimo disse...

Por isso viva o "oggi"... maior lição que aprendi com você.

Postar um comentário