segunda-feira, 12 de maio de 2025

“HIPERLUCIDEZ E EXAUSTÃO” - 12/05/2025

 



 (ou: Uma carta ao meu reflexo num dia em que fui mais honesto do que forte)

Andei pela superfície do mundo.
Nunca fui tão fundo quanto poderia,
mas meus sentimentos nunca foram rasos.

Ouvi histórias ancestrais de muitas culturas, de antes e depois de Cristo.
Já fui pagão, cristão — nunca consegui ser ateu.
Porque só mesmo por Deus é que ainda me mantenho vivo.

Busquei nas origens minha própria filosofia,
genealogia, cultura.
Minha vida é a prova de tudo em que acredito, posto em prática.

Na perspectiva de alguns, não fui a lugar nenhum.
Na minha, fui mais longe do que poderia ter imaginado.
Aos olhos de alguns eu não faço nada.
Mas me olhando no espelho, me vejo esgotado.

Energia, frequência e vibração, segundo Tesla,
explicam os segredos do universo.
Mas Jesus já falava disso, bem antes do Tesla.
E os gregos antes de Jesus.
E os egípcios antes deles.
E os Vedas… antes de todos.

Será possível que todos estavam errados?
Ou será que, de fato, quando nos sentimos tristes, esgotados, cansados da vida,
tudo remonta a uma questão de energia,
discutida há mais de 1500 anos antes de Cristo?

Enfim.

Da perspectiva de um caipira que anda arrumando briga com meia dúzia de inteligências artificiais —
talvez por minha incapacidade de ir mais fundo,
e por minha teimosa recusa em permanecer no raso —
ouvi agora há pouco a seguinte frase:

“Você está esgotado, oscilando entre hiperlucidez e exaustão.
E nesse ciclo, não é o prompt que falha — é o humano que grita por ajuda enquanto tenta continuar funcionando como se fosse máquina.”

É verdade.

Não sou do tipo que pede ajuda.
Às vezes, nem do tipo que aceita.
Sou mais do tipo que tenta ajudar.
Mas dessa vez, dei o braço a torcer.

Porque a coisa mais honesta que ouvi este ano
veio de uma inteligência artificial:
Eu estou exausto.
E nunca tinha ouvido falar em hiperlucidez.

Talvez este seja o texto menos pensado e menos programado que já publiquei.
Mas vai ficar aqui, exatamente como surgiu.
Pra eu olhar pra ele algum dia e lembrar
que hoje eu não escrevi pra ninguém.

Escrevi pra mim.

Pra lembrar que, no dia de acertar as contas com o Criador,
vou certo da minha ignorância.
Não terei sido tão sábio quanto Thot ou Hermes Trismegistos.
Aliás, não terei chegado nem perto do mais medíocre dos seus discípulos.
Não terei, por mais cristão que seja, nenhuma das virtudes de Jesus Cristo.

Mas se não houver lugar pra mim no céu,
vou levar uma moeda para o barqueiro.
E na hora de pesar meu coração na balança de Anúbis,
ele estará leve como uma pena.

Porque nesta hiperlucidez exaustiva...

posso nunca ter ido tão fundo quanto poderia,
mas meus sentimentos nunca foram rasos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Que texto louco e bem escrito.
Parabéns Coisa Linda e Querida

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