Pense em termos de energia, frequência e vibração, disse Nikola Tesla, filosófico e profundo… Grava a porra das músicas! Diria Wander Wildner, autografando o livro antes do som.
Não há nada mais punk do que escrever um texto de domingo em plena terça. Pra ser sincero, o texto de domingo já tem vida própria e pode ser que algum dia ele nem apareça porque está de ressaca, mas certamente histórias estarão sendo escritas.
Chove enquanto escrevo, um bolero preenche todos os cantos do apartamento escuro, um chá de maçã com canela perfuma o ambiente. Tudo um pouco diferente da noite de domingo, quando as luzes coloridas do Beco Bar tingiam o ambiente, o Wander véio segurava um show de duas horas só na “guitarra e voz”, e uma cerveja ipa fazia a harmonia da noite.
Sintonia é uma palavra bonita que se aplica a muitas coisas práticas, como sintonizar a faixa da sua rádio preferida, mas também representa fenômenos menos óbvios.
Sabe quando você pensa em alguém e a pessoa te liga ou escreve quase na mesma hora? Pois é, eis a sintonia!
Carl Jung também escreveu sobre um lance parecido, que se chama sincronicidade, e assim como a citação sobre Tesla no começo do texto, é por aí que vão vibrar os parágrafos seguintes.
Falemos do Punk! Arte, música, atitude e cultura. Pra quem é do milênio ou do século, talvez de algumas décadas passadas, pode ser que tenha ouvido os gringos Sex Pistols e Ramones, ou os brazucas Replicantes, Garotos Podres, Inocentes e Ratos de Porão. Para quem tem algumas décadas a menos, basta dizer que se você já passou pela adolescência, provavelmente já sabe alguma coisa sobre ser punk. Para algumas pessoas a irreverência ou o inconformismo, talvez as revoltas, permanecerão pelo resto da vida, não como imaturidade, mas como um “preset” de simplesmente não aceitar qualquer coisa de qualquer jeito, ou não seguir a moda, ainda que a moda seja o punk!
Em meados dos anos 2000 haviam várias cenas culturais engatinhando em Floripa. Entre pagodes e forrós bem frequentados, o sertanejo e o hip hop eram incipientes perto do que viriam a se tornar, o bom e velho rock n ́roll assim como outros estilos também tinham o seu espaço, e um dos espaços era o “Underground Rock Bar”, que apesar do nome tocava de quase tudo. E foi no lendário Underground, que fiz uma ponta de duas músicas, na banda de um amigo, pra abrir um show do Wander, se não me engano na turnê “Baladas Sangrentas”.
De lá pra cá o volume da música oscilou bastante na minha vida, minhas guitarras mudaram de mãos, meus violões e composições ficaram empoeirados, e andei sintonizado em outras estações, compondo outros planos, mas nunca cheguei a desligar.
Há pouco tempo atrás decidi que ia começar a publicar alguns textos por aqui, quase em simultâneo resolvi gravar algumas das minhas músicas, e acabei caindo, sem saber, no estúdio do amigo de um grande amigo meu, ou seja, sintonia. Saí do estúdio na sexta passada e ao chegar em casa olhei pra minha guitarra na parede e pensei: “Seria legal ter um autógrafo do Wander nela. Representaria bem algumas idéias que ainda carrego comigo…” Então resolvi dar uma olhada pra saber por onde andaria o Wander. Numa dessas eu poderia dar um pulo em Porto Alegre e levar a guitarra junto pra pedir um autógrafo. Em menos de um minuto, surpresa! Descobri que ele ia tocar aqui perto de casa, no domingo.
Pra não me estender demais em saudosismos e histórias o resumo do texto de domingo é sobre "vibrar na frequência certa", e sintonizar aquilo o que você realmente deseja. Algumas coisas levam vinte anos, outras podem levar menos de vinte minutos, mas elas vem… E não sou só eu, o Tesla, ou o Jung que concordamos a respeito. Raul Seixas também disse: "Basta ser sincero e desejar profundo..."
Exemplos de sintonia não faltam e você provavelmente tem os seus. Então sintonize! Seja punk, tenha atitude, vibre, e depois me conte.
Abraço sintonizado, pra sua semana seguir em alta frequência.
Bagual Amplificado:.

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