Se domingo é dia de descansar, ninguém deveria ir ao shopping, nem pedir comida em casa ou ir a churrascaria, nem assistir televisão, afinal para que tudo isso funcione alguém precisa trabalhar.
Inclusive, se o trabalho do padre é rezar a missa de domingo, a própria missa de domingo seria um lance meio contraditório. Mas o texto de domingo não é sobre celebrações religiosas, que diga-se eu respeito, aprecio e participo.
Este é mais um texto de domingo que nasce na segunda ( dia de trabalhar ) porque no domingo ( dia de descansar ) estive ocupado com outras tarefas, assim como o padre…
Lendo algumas coisas quase proféticas sobre produtividade me dei conta de que realmente não precisamos trabalhar doze ou mais horas por dia, com algum planejamento, quatro horas por dia e três dias por semana já resolvem muita coisa. Talvez em algum momento da vida seja necessário ou desejável trabalhar mais, mas não é legal exagerar, e posso falar disso com conhecimento de causa.
O interessante é perceber que mesmo com os ajustes necessários para aliviar o peso da carroça, o comportamento condicionado de puxar a carroça faz muita gente se sentir mal quando finalmente pode trabalhar menos, mesmo que produza mais em menos tempo. É como se só pudessemos descansar aos domingos, e não porque trabalhar ao domingo é pecado, mas porque o pecado é não trabalhar igual a um condenado nos outros dias da semana.
Julgar menos o trabalho alheio, principalmente aquele que você não vê porque não sabe ou porque não lhe diz respeito, além de demonstrar boa educação é uma forma de otimizar o tempo que pode ser utilizado para cuidar da própria vida, ou para aprimorar-se. Digo isso lembrando de vários domingos que passei trabalhando, e também de alguns dias de semana quando percebia as pessoas de folga e achava estranho alguém não estar trabalhando aquela hora.
Como tudo na vida, o que a gente percebe hoje às vezes só vamos entender muito tempo depois. E foi sobre isso que estive meditando ontem, num lindo final de tarde de domingo…
Me sentei na beira do mar pra ver o tempo passar, e pude ver em cinco minutos, cinco, dez, vinte, trinta anos. Sim, trinta anos foi o tempo que levou para tirar algumas conclusões, outras vieram nos trinta segundos seguintes. A mesma praia, o mesmo mar, mas algumas coisas eram diferentes.
Nesses intervalos de tempo aprendi algumas coisas, inclusive a respeitar aquilo que não entendo, e buscar entender um pouco melhor aquilo o que me interessa, também aprendi a valorar e valorizar melhor o tempo alheio e o meu próprio tempo, independente da opinião alheia, que também respeito.
Fiz os ajustes necessários para não me sentir mal trabalhando aos domingos, e para me sentir merecedor de cada minuto de tempo livre a qualquer dia e hora, além de poder escolher como e com quem eu compartilho o meu tempo, minhas idéias e conclusões.
Das coisas que compartilho por aqui, algumas espero que possam ser úteis, outras escrevo apenas por escrever, como quem compartilha um final de tarde agradável na companhia de um bom amigo. A intenção e o sentimento são sempre os melhores, o resultado ficará por conta do leitor.
E como já estamos na segunda, e muitos já estão nos seus postos, posto este texto no contexto de entreter aqueles a quem o texto puder alcançar. Como um convite para pensar sobre os seus objetivos de produtividade, como uma motivação para atingir as suas metas e objetivos. Quem sabe lá pela quarta já seja possível decidir sobre a quinta ou sobre o final de semana seguinte, e se o domingo vai ser para produzir ou descansar, ir à missa ou fazer um churrasco em família. Seja lá o que for, espero que o seu tempo seja um tempo de qualidade, fazendo aquilo que tem vontade, e em boa companhia.
Boa semana.
Bagual Jobs:.

Um comentário:
Excelente reflexão. Abraços meu querido
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