segunda-feira, 1 de maio de 2023

FERIADO DO TRABALHADOR.

                Floripa, Trindade. 01 Abril 2023.

     Comemorar o dia do trabalho sem trabalhar é no mínimo uma ironia, principalmente em uma segunda feira. 

 Este foi o primeiro pensamento que me ocorreu ao acordar hoje as cinco da manhã, quando em geral começo as tarefas do dia.

 É óbvio que hoje muita gente estará trabalhando, como fazem inclusive em outros feriados. Não me dei ao trabalho de pesquisar, mas achei hilário que no dia do trabalho, em geral, menos gente trabalha, e para aqueles que trabalham fica o consolo de que hoje também se comemora, ao menos aqui por essas bandas, o dia da mentira! Genial isso, não? Hoje é dia do trabalho, então ninguém trabalha! Mas é mentira, então vá trabalhar! Sim, hoje também será um dia de ouvir e ler piadas miseráveis, infames e sem graça. Mas não é de humor que este texto trata.

 Uma definição de trabalho, segundo qualquer pesquisa on-line, seria: 

" 1.conjunto de atividades, produtivas ou criativas, que o homem exerce para atingir determinado fim.
"t. manual"

 Eu costumo dizer que: " Tudo na vida é um trabalho. "

 Tenho a impressão de que boa parte da humanidade parece estar viciada, ou condicionada demais, a associar a palavra trabalho com um ou outro formato de tempo e forma de produzir. E é claro que é preciso mensurar aquilo que se produz, em termos de qualidade, quantidade e tempo, para que se possa precificar e remunerar  todas as partes do processo de forma justa e adequada, manter a competitividade, etc,etc e variáveis de mercado... Mas essa dependência de formatos parece impregnar a vida das pessoas, que saem do ambiente de trabalho se comportando como se na vida fora da empresa seguisse as mesmas regras; a relação de competição de mercado, disputa de cargos, delírios de liderança e principalmente o medo de perder o posto. Não que a vida fora do trabalho não guarde alguma semelhança com o ambiente e as praticas laborais, mas a vida não é só isso!

 Também tenho a impressão de que outros trabalhos, fora do horário comercial, incomodam muita gente. Por exemplo, exercitar-se pra manter a saúde, dar atenção a pessoas próximas ou até mesmo não tão proximas, com um pouco de humanidade e paciência, e sem tratá-las como funcionários ou concorrentes. 

 Outras tarefas como estudar um pouco para lapidar-se, e não passar pela vida como um pedregulho bruto, pra não viver de citações vazias e plágios descarados, parecem ser um árduo trabalho.

 Enfim, isso tudo que percebo em mim, e vejo que não é uma exclusividade só  minha, foi o que me despertou os pensamentos desta manhã de feriado. 

 Ao partir para o tempo que dedico aos estudos todas as manhãs, tive essa sensação, revisitei a conclusão de que:  "Tudo é um trabalho." E é claro que o trabalho, seja qual for, edifica e dignifica, e pode ser mais ou menos prazeroso e render mais ou menos resultados, a depender da expectativa e empenho de cada um. 

 Espero portanto que o trabalho de escrever esse texto, que pra mim é puramente um exercício de prazer não remunerado, sirva de reflexão ou entretenimento para quem o leia. Da minha parte e no dia de hoje, aqui tenho um turno encerrado, e como isso tudo é verdade, vou agora aproveitar o dia. Desejando a todos um bom feriado! 

                                            Rinaldo Conti

sábado, 22 de abril de 2023

A BUSCA

             São Pedro de Alcantara,  22/04/23

 Não vejo outra razão qualquer na existência humana que não seja a busca pela felicidade. Sim, a busca!


 A felicidade não é, a felicidade não está, não se encontra a felicidade em algum lugar e por isso não há como chegar até ela.


 O melhor que conseguiremos é estarmos felizes enquanto a felicidade durar, e ela não dura pra sempre, nem está presente o tempo todo.


 A felicidade é como qualquer fenômeno da natureza, como uma chuva ou um vento, algo que existe e vai existir pra sempre, mas nem sempre está disponível na hora exata que queremos. 


 A boa notícia, é que diferente da chuva ou do vento, a felicidade é suscetível a certos convites… Uma vez que você sabe o que te faz feliz, e como, e porque e em que dose, convidar a felicidade para se fazer presente fica um pouco mais simples. Mas não é só chamar que ela vem. 


Assim como a dança da chuva não tem comprovação científica, posso afirmar que a dança da felicidade não é garantia de tê-la presente, ainda que dançar seja um convite quase irrecusável para momentos felizes.


 Outra boa notícia é que a os avanços recentes da ciência apontam uma série de convites praticamente irrecusáveis para que a felicidade se apresente. E nenhum deles é necessariamente uma novidade, nem ao menos requerem um grande esforço para serem postos em prática. Alguns exemplos dos mais simples são, realizar atividades físicas, ter um pouco de cuidado com a alimentação, ser mais criterioso com as suas companhias e relacionamentos sem abrir mão de uma vida social saudável, buscar aprimoramento profissional, e finalmente, ou principalmente cultivar o hábito de se aprimorar intelectual e espiritualmente.


 Note que tudo o que é preciso para que a felicidade se apresente, de forma até frequente, depende de fatores que são muito particulares para cada pessoa. Não existe uma receita, e o que funciona para uma pessoa pode não servir para outra, mas o fato é que se você não se der ao trabalho de entender como as coisas funcionam, ao menos para você, é possível que a felicidade na sua vida seja uma leve brisa passageira, que aparece lá de vez em quando. Mas se você se der ao trabalho de ajeitar a casa e prepara uma boa recepção, além de a felicidade provavelmente aparecer, você vai curtir a casa e o momento tanto quanto a própria felicidade, e isso de curtir o momento presente é o melhor convite para que a felicidade volte sempre.


 Acredito que até aqui já estamos de acordo que a felicidade não cabe em uma embalagem, e nem pode ser presa em uma coleira. Então sugiro que você também não se coloque em uma embalagem, não se rotule, nem se limite, também não crie expectativas. Aproveite a sua própria companhia, olhe na volta e procure o que te faz sentir bem, procure viva bem, apenas procure e aprenda a gostar de procurar! Há, e deixe a porta aberta, aproveite os momentos, principalmente os momentos felizes que virão, quando vierem, e não tente algemar a felicidade, desfrute e espere ela voltar!


 Bons ventos.


                                  Rinaldo Conti:.


 

quinta-feira, 6 de abril de 2023

REFLEXÕES, FILOSOFIA E ECONOMIA - 06 04 2023

                                                      

“Só Jesus salva!”

“Só o conhecimento liberta.”

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”


 Gosto de frases populares porque acredito que tudo o que sobrevive ao teste do tempo só permanece porque tem algo de útil e verdadeiro, essas frases guardam um conhecimento que pode ser testado e comprovado na prática por uma grande quantidade de pessoas, basta que sejam compreendidas e praticadas com dedicação. Te conto no final do texto como funcionou pra mim.


 Existem também frases, livros e coleções inteiras de conhecimentos poderosos e transformadores, estes não tão acessíveis porque exigem uma busca mais trabalhosa para serem encontrados, e uma preparação mais robusta para serem compreendidos. Porém, quando encontrados, compreendidos e aplicados com dedicação, podem trazer resultados ainda mais poderosos do que aquele conhecimento popular tão valioso.


 Hoje vivemos um momento único na história da humanidade, muitos conhecimentos valiosos já foram descobertos, aplicados, testados e estão disponíveis, inclusive sendo explicados passo a passo por quem já testou e obteve resultados na prática!


 Ainda que estejamos vivendo este momento, por uma série de motivos que observo e outros que não entendo, muitas pessoas ainda ignoram, não acreditam ou não testam simplesmente estas incríveis ferramentas capazes que mudar para melhor as suas vidas e as vidas daqueles que estão a sua volta, criando assim um ambiente melhor para todos.


 É importante considerar que ninguém é obrigado a nada, nem a gastar seu tempo com este assunto, nem a mudar de vida e muito menos a melhorar a vida dos outros. Todo ser humano é e deve ser livre para concordar, discordar ou ignorar o que bem entender. Porém, todos terão que assumir que são os únicos responsáveis pelas suas escolhas e pelos resultados que terão a partir delas.


 Escrevi esta introdução filosófica para falar de finanças, dois temas tão antigos quanto a nossa história recente. Desde que saímos das cavernas e passamos a nos comportar de forma civilizada a filosofia e a matemática têm sido fundamentais para o nosso desenvolvimento. E a partir das duas temos a economia, uma ciência humana que não sobreviveria sem números.


 Por conta do grande poder que estas matérias conferem a quem as domina podemos até acreditar que parte deste conhecimento teria sido mantido restrito a grupos dominantes, afinal quem entende como as coisas funcionam e porque, facilmente pode questioná-las ou também obter benefícios que antes eram exclusivos de outras pessoas e grupos.

 Mas se observarmos a situação atual onde grande parte da população (me refiro ao Brasil) tem acesso a internet através de smartphones, e ainda assim não utilizam este acesso para o seu desenvolvimento pessoal e profissional, a partir disso podemos deduzir também que não existe um “grupo” que controla o poder do conhecimento, e sim que existem algumas pessoas que se interessam em saber um pouco mais e se desenvolver, e por isso podem ter resultados melhores na  vida, e existe outro grupo que não está nem aí, e que ainda assim pode viver bem como os resultados que atinge. E está tudo bem!


 Porém, quando pesquisas recentes indicam que grande parte da população está endividada, e que uma parte significativa está inadimplente, não precisa ser um gênio, um filósofo ou economista para imaginar que esta grande fatia da população não deve estar dando pulos de felicidade. Afinal, quem deve e não sabe como vai pagar as dívidas, provavelmente também não sabe como fazer para ganhar o suficiente, e menos ainda sabe como faria para ganhar mais e com isso ter uma vida mais digna, sem dívidas, quiça feliz e próspera.


 Conversei com pessoas que ganham menos de um salário mínimo, e outras que ganham 10 salários ou mais, isso seria algo entre a pobreza e a classe média ou média alta segundo o IPEA, e considerando a realidade tanto de um lado quanto do outro, me pareceu que muitas pessoas ainda não tem um planejamento financeiro bem definido, independente da sua realidade financeira, parece que tanto os que ganham mais quqnto os que ganham quase nada ignoram algumas informações bem fundamentais sobre dinheiro. E é claro que quanto menos um pessoa ganha, menor vai ser o seu interesse em se desenvolver, pois maior é o seu empenho em sobreviver. Porém percebi que tanto em uma pontas quanto na outra o conhecimento está disponível para ambos, e existe uma falta de interesse dos dois lados. Como comentei a maioria das pessoas hoje tem um telefone capaz de se conectar a internet e em algum lugar, e poderia conectar-se com uma rede wifi cedida ou gratuita, porém quando o fazem é para consumir besteiras irrelevantes que podem até atenuar a tristeza de um dia difícil, mas não vão levá-los a um lugar melhor na vida, definitivamente. Neste caso, só Jesus salva, e isso se a pessoa ao menos se der o trabalho de buscá-lo, online que seja ou aceitá-lo, meditando em oração.


 Não estou dizendo que uma pessoa em situação de pobreza vai ler este texto hoje, acessar um site mágico amanhã e mudar de vida na semana que vem, embora isso também possa acontecer. Nem estou dizendo que a pesso de renda média que resolva mudar de habitos será um empreendedor revolucionário a partir daqui, embora também possa acontecer.


O que estou afirmando é que tendo alguém pra lhe dizer que hoje as coisas estão mais acessíveis, e tem muita gente boa falando e escrevendo sobre isso de graça online, e sabendo que tem informação útil em todas as mídias, seja para se inspirar ou para aprender, sabendo disso tudo um passo já foi dado, o próximo é buscar e a partir disso basta caminhar procurando informação no caminho desejado, e aí sim as coisas vão mudar!

 O conhecimento adquirido liberta a pessoa da ignorância e acelera o seu desenvolvimento. Quem deve pode aprender como pagar as dívidas e deixar de dever, quem deixa de dever pode aprender a como ganhar mais, pode aprender a poupar e multiplicar. Isso se chama prosperidade, e não existe pessoa próspera infeliz pois a prosperidade começa pelo indivíduo e transborda para as suas posses. Não estou dizendo que é fácil, mas é simples assim, é possível e hoje está disponível.


 Por fim, não adianta falar de fórmulas, ferramentas, roteiros e receitas para quem não acredita, não quer acreditar ou insiste em ser do contra, nestes casos basta desejar boa sorte e manter distâncias, porque quem não corre do teu lado só vai te atrasar. 


 Mas para quem resolve acreditar, e acreditando resolve buscar, eis a verdade: Escolha mudar, mude pra melhor, e comece pela filosofia, pensando sobre como as coisas estão, porque estão assim, como você quer que as coisas estejam, quando quer que estejam e o que vai fazer a respeito. A partir disso mude o foco! A partir disso pense em números, datas, prazos e valores, porque o mundo vai exigir recursos e cifras,  seja um mundo capitalista, pseudo-comunista, anarco capitalista, ou o ideal que você quiser. E vai ser assim por bastante tempo. Eis a verdade e espero que ela te liberte.

 

 Sobre a propriedade para falar das coisas, basta dizer que tudo o que faz parte da minha vida hoje eram sonhos que um dia pareceram impossíveis. Pode parecer pouco pra uns, muito para outros, e pouco importa, porque pra mim é incrível e vai ser melhor ainda, pois aprendi na caminhada que o sucesso é ser feliz com aquilo que temos, até que sejamos capazes de concretizar sonhos maiores ainda, e até lá, sucesso é ser feliz na caminhada, e prosperidade é poder compartilhar o que deu certo até aqui. Boa sorte!

Rinaldo Conti


 


sexta-feira, 10 de março de 2023

CORREDORES - 10 03 23


 O suor escorre lento enquanto corre o corredor, nos corredores da vida, descidas, subidas, percursos, discursos escritos pelas pegadas, nas esteiras, nas estradas, horizontes diferentes, o que importa pra quem corre é o que está pela frente.

 Rápido ou de vagar, divagar também faz parte, pensamentos movimentos, dia e noite, cedo ou tarde, o impulso vem do chão, quase uma onda de choque, a propulsão é só pra frente, é a gênese do esporte. 

 Pouco importa o estilo, tecnica ou improviso, só quem corre sabe o quanto isso te faz sentir vivo.

 Batimento acelerado, respiração controlada, o corpo sob controle no ritimo das passadas.

  Há quem corra por vaidade, pelo esporte ou pela arte, e tanto faz pois todos são unidos pela liberdade. 

 Tanto faz o seu estilo, o shape, o pace, os impecilhos, simplesmente comece, continue e evolua, de tênis e até descalço na esteira, praia ou na rua. 

 Vai correr, curtir a vida, que essa liberdade é sua.

                                                Conti:.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

NUVENS - 28 02 2023


 A casa de um homem é o seu castelo, não lembro onde foi que eu ouvi isso mas faz tempo, e por considerar uma verdade sempre repito. Mais do que isso, por considerar que a casa de um homem é o seu castelo, nos domínios do meu lar eu vivo como um verdadeiro príncipe, ou pelo menos é assim que me sinto absolutamente...

 Como todo soberano minha vida é trabalhar pela proteção  do meu reino contra a usurpação dos estados opressores que me cercam. No difícil  exercício de viver em paz, estar preparado para a guerra é uma constante. Das ferramentas efetivas para o combate até os elementos de dissuasão, passando pela diplomacia, tudo o que sustenta qualquer fronteira se aplica também ás muralhas que me rodeiam.

 Viver é uma arte, manter-se vivo é um exercício e viver em paz é a recompensa de quem faz da vida o seu ofício.

 Sem mais filosofias, simplesmente contemplo pelas janelas o fim do dia. Faço isso todas as manhãs e noites e não me canso, aliás observar esses horizontes de nuvens e montanhas me inspira, pois até o mais sólido castelo, construído com as mais densas pedras um dia sucumbirá ao peso do tempo. Falo de milenios capazes de tornar a nossa existência insignificante perante a história, e portanto, com a mesma intensidade, algo capaz de tornar a nossa existência única e épica, já que de fato nossa beleza assim como a nossa existencia são passageiras, tanto quanto as nuvens.

 E quando as nuvens do tempo se dissiparem e com elas as memórias da minha existência, terei vivido a incrível experiência de haver sido o senhor do meu proprio tempo, do meu reino e destino.

                                Rinaldo Bagual Conti
 

sábado, 26 de novembro de 2022

CONHECENDO O URUGUAY - PALÁCIO TARANCO - PARTE02

 


 No dia em que conheci, por acaso o Palácio Taranco chovia em Montevideo pela manhã. Hoje enquanto atualizo as mídias, e vai ao ar o segundo vídeo sobre o palácio: Palácio Taranco - Parte 02 , chove em Floripa, e é uma satisfação poder compartilhar, e relembrar estes momentos.

 No primeiro vídeo : Palácio Taranco - Parte 01 apresento um pouco da histórias e algumas imagens do palácio, com narração em off. E nesta sequência reservei as imagens do subsolo do museu que abriga uma exposição arqueológica incrível!

 

 São peças com mais de 3.000 anos, na sua maioria de origem grega, mas com alguns ítens variados de outras regiões, inclusive do egito.


 Um dos destaques são as pequênas lâmpadas á óleo mesopotâmicas, estas com mais de 3.500 anos!
 Estas pequenas peças na foto abaixo inspiram grandes reflexões, pois já foram o ápice da tecnologia, era o homem moldando e modelando materiais e substâncias para exercer o controle sobre o fogo, e e luz. Basicamente processos que até hoje repetimos de forma mais ou menos aprimorada, acendendo lâmpadas elétricas, ou acionando nossos fogões a gás...



 As ânforas são aqueles recipientes grandões, que embora mais rudimentares e menos delicadas, guardam também suas peculiaridades e histórias. Eram elas os "containers" da época, responsáveis por  armazenarem as especiarias, os óleos, a água, os víveres e é claro, os vinhos! Muito do que seria consumido nas viagens e trambém o que seria comercializado era transportado nestes jarrões de cerâmica, que na época deveriam ter a mesma importância que damos hoje as caixas de papelão, mas que felizmente sobreviveram por milênios para nos contar um pouco mais sobre a nossa própria história.

 


 Entre a história mais recente contada nos andares de cima, e os milênios passados guardados nestas peças, há também um interlúdio arqueológico da própria história de Montevideo, que se expressa em uma bela parede bruta de pedras. Esta parede que é parte dos alicerces do palácio foi também parte das fundações do primeiro teatro de Montevideo, conhecido como "Casa de Comédias". Depois de desmanchado o antigo teatro as fundações foram consideradas adequadas ao novo projeto, e hoje o museu de artes decorativas é uma verdadeira máquina do tempo, distribuida em camadas que contam décadas, séculos e milênios...


 E tão importante quanto conhecer e preservar a história e as nossas histórias, é saber a importância de contá-las e compartilhá-las. Em todos os museus que tive a oportunidade de visitar no Uruguay, sempre houve alguém disposto a orientar, e explicar um pouco mais sobre os lugares e as histórias, no Palácio Taranco tive o prazer de uma longa conversa que me trouxe todas as informações que compartilho por aqui.


 E assim é a história que nos trouxe até aqui, conhecendo um pouco mais de onde viemos, pra entender um pouco melhor o que somos, e porque somos, e pra seguir a partir daqui escrevendo as nossas próprias histórias.

 Continua chovendo em Floripa. Um dia excelente para escrever, compartilhar e matar um pouco a saudade, planejando a próxima viagem.

 Para histórias recentes, segue no instagram: @conti.historias

 Nos vemos na próxima!









sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Palácio Salvo - Montevideo 24/10, Floripa 11/11 de 2022

 


 Sim, tem vídeo novo no canal! Clique e confira: Palácio Salvo, Montevideo.

 E pra não chover no molhado repetindo a narração do vídeo, reservo como de costume o blog para as impressões mais espirituais da coisa, e deixo o texto solto, do coração pra ponta dos dedos...

 Lembro da primeira vez que andei pelas ruas de calles de Montevideo, e da impressão que tive ao descobrir no fim da Avenida Dezoito de Julho o Palácio Salvo. Foi um lance, quase um romance, parecido com o que aconteceu quando conheci em Florianópolis a Ponte Hercílio Luz... Essas obras que são fruto de um propósito e uma inspiração tão grandes que tem o poder de seguir por anos impactando e inspirando outras pessoas. Lembro de sentar na Plaza Independência, e sem saber, e também sem nem querer saber nada mais a respeito daquela obra, simplesmente fiquei adimirando seus detalhes e imaginando as histórias dentro e fora daquelas paredes, sem imaginar quantas vezes eu repetiria este mesmo ritual a coisa simplesmente foi acontecendo, e foi um ir e vir e voltar, e ficar olhando e sentindo como se fosse a primeira vez. Mas desta vez foi diferente, talvez porque estivesse com um pouco mais de tempo no orçamento, ou com um pouco mais de orçamento na agenda, enfim, me dei ao luxo de fazer um passeio guiado pra conhecer por dentro o Palácio Salvo.

 



 Os passeios guiados custam 400 pesos uruguayos, o que foi algo em torno de R$ 52,00. Essas taxas de visitação e o condomínio arrecadado com os moradores e lojas alugadas são o que mantém o edifício, que em bora seja um patriônio histórico, cultural e também um cartão portal, não conta com nenhum subsidio ou verba pública para a sua manutenção.

Saimos pontualmente ao meio dia, eu e a guia, não havia mais ninguém para o tour naquele dia e horário, para minha alegria foi praticamente um passeio VIP, mas infelizmente, não era permitido filmar dentro do edificio, apenas fotografar e sem o uso do flash. Por um lado achei um apena, pois tenho documentado a viagem na maior parte com tomadas de vídeo, por outro lado isso fez com que eu tivesse que me esforçar um pouco mais na edição do vídeo, o que foi bom pois fez surgir um formato diferente.

 

 Enfim, poder curtir a vista lá do alto da torre do Palácio Salvo é como olhar par ao passado e para o futuro enquanto se aprecia os contrastes entre os prédios novos e antigos, e ainda é um excelente exercicio de contemplação do momento presente.


O tour é rápido, prático e objetivo. Para os curiosos e apressados, aqueles que não tem paciÊncia para museus é o passeio ideal. E para aqueles que como eu gostam de adimirar e bater um papo com o guia, bom falando pela minha experiência foi excelente. Mas existem tanto detalhes e tanta história na atmosfera do Palácio Salvo, que seria necessário morar lá por alguns anos para entender mesmo um pouco mais a fundo tudo o que o icônico edificio encerra e conserva.


 E por falar em morar lá, é possível alugar ou mesmo comprar apartamentos no edifício, com diversas configurações. Hoje vivem e trabalham no edifício aproximadamente mil pessoas, o que faz dele quase um bairro vertical no coração do centro.


 O passeio termina no Museu do Tango, que se localiza exatamente onde ficava um dos salôes da antiga confeitaria La Giralda, que deu lugar ao edifício. O Museu marca o local exato onde foi tocado pela primeira vez o tango "La Cumparcita" de Gerardo Matos Rodrigez. Esta música além de ser o tango mais famoso de todos os tempos também está entre as músicas mais gravadas e reproduzidas da história.



  Enfim, terminei meu passeio, me sentei na praça e continuei adimirando o Palácio Salvo, com a impressão de que agora apenas sei o quanto há para ser descoberto naquele edifício, e hoje além de adimirá-lo também estou mais instigado a saber um pouco mais a respeito, mas isso com toda a certeza esta reservado para as próximas viagens...

 Para mais alguns detalhes, acompanhe no youtube pelo link no início do texto ou pelo instagram @conti.historias.

 Até a próxima!

 







terça-feira, 8 de novembro de 2022

Palácio Taranco - Museu de Artes Decorativas - 25 10 22

 No meio do caminho tropecei em uma pérola e caí numa máquina do tempo...


  Havia chovido a noite e também pela manhã, alguns papéis tinham molhado dentro da mochila, e minha jaqueta também estava pingando, então resolvi que minha recompensa pelo sacrifício da manhã seria almoçar no mercado de carnes e comer um belo churrasco, e assim eu fiz sem a menor expectativa quanto ao restante do dia.

 Fazia alguns meses que eu não bebia nada de alcool, mas como estava me deslocando de ônibus, tinha acabado meu expediente, e estava em um moneto de indulgencias, me permiti também tomar uma cerveja para acompanhar o churrasco. Um belo bife grelhado na lenha, e uma cerveja sem pressa fora tudo o que eu precisava para diminuir a velocidade e voltar do mercado para o centro ainda mais contemplativo do que já sou por natureza. Embora soubesse bem o caminho, como não tinha pressa me permiti guiar pelas arquiteturas que fossem mais agradáveis aos olhos, e foi assim que acabei chegando na Plaza Zabala. As nuvens havian se dissipado e embora a praça e o entorno estivesse muito bonitos numa combinação de contrastes de luz, me chamou a atenção o casarão do outro lado da praça, naquele momento eu havia descoberto o Palacio Taranco, e estava prestes a dar um mergulho na história e um passeio no tempo...

  Quase que por acaso eu já havia visitado outros museus, em todos a entrada era franca e sempre havia alguém para recepcionar e dar informações úteis, relevantes e muito interessantes, no Palacio Taranco, qeu abriga o Museu de Artes decorativas não seria diferente, porém a infinidade de detalhes para aprecisar, e a ausência de outros visitantes me permitiram literalmente uma viagem no tempo! Das primeiras informações que recebi na entrada, as explicações nos painéis e murais nos demais ambientes, tudo ia corroborando par a imersão, mas a ausência de outras pessoas, o silêncio das ruas e o cantar dos pássaros no jardim criavam uma atmosfera hipnótica, a opulência dos ambientes e o ar de palácio antigo também sucitavam sensações diversas, entre a curiosidade e o suspense.




 Os ambientes realmente permitem se perder brevemente, e mais de uma vez se confundir no mar de portas que interligam todos os cômodos. Eu pensava sobre a privacidade que não deveria existir com aquele tanto de portas, em uma casa onde viveram ( se não me engano) nove crianças, um casal, mais dois adultos e também todos os funcionários que faziam funcionar o palácio, além das visitas constantes. E além disso, a imaginação certamente atravesava as portas que estavam fechadas á visitação fazendo imaginar quantos cômodos mais existiriam por ali, e passagens secretas e aquelas coisas todas que se imagina de construções deste estilo e desta época. Isso me fazia pensar também na possibilidade de ser observado, além das câmeras de vigilância, por habitantes de outras dimensões, sensações que só este tipo de ambiente são capazes de provocar.


 Enfim, registradas estas impressões, que afinal é a proposta do blog, pois as informações de ordem mais prática ficam por conta do canal no youtube e do perfil no instagram, aqui reservo para meus devaneios espirituais e textuais...
 Mas, aproveito para comentar sobre alguns dado interessantes, entre eles a origem do Palácio que foi construido entre 1908 e 1910, sobre as ruínas do primeiro teatro de Montevideo, a Casa de Comedias, que datava de 1793.
 No palácio estiveram figuras importantes do período histórico, como o Papa, e o principe da Inglarterra, além de diversar outras figuras notáveis em momentos importantes.
 O museu além de conservar fielmente os ambiente na planta térrea, e de abrigar diversas coleções na planta superior, como pinturas e as próprias lâminas dos projetos do palácio, algumas em aquarela, também conta com uma exposição arqueológica incrível no subsolo, com artefatos gregos e egípcios datados de mais de 3500 anos!
 
 

Além de toda riqueza histórica e cultural, o Museu de Artes Decorativas conta também com a excepcional atenção da equipe que além da educaçao típica do povo uruguayo são muito atenciosos. Este passeio que começou pelos séculos passados e cruzou pelos milênios no subsolo, terminou com uma aula de história, e também pela percepção agradável e feliz de encontrar pessoas que além de ter orgulho da sua própria história senten-se felizes por compartilhá-la.

 Assim encerrei meu passeio que começou num dia chuvoso, e terminou com sol, histórias e novas amizades, voltando de um passeio no passado para um presente bem mais feliz.




Para saber mais siga: 

@rinaldoconti no instrgram, e Conti, uma história, no youtube.



sexta-feira, 28 de outubro de 2022

A TEORIA DO VIAJANTE CANSADO - RIO GRANDE /RS - 28 10 22

 


 
1- Ao acordar arrume a cama!

 Não sei quais são as suas prioridades ao acordar. Ir ao banheiro, escovar os dentes, abrir a janela, mas seja qual for a ordem das primeiras atividades do dia, entre elas arrume a sua cama.

2-A realidade.

 Algumas cidades tem poucos hoteis, e em algumas regiões não tem hotel algum. Dependendo de onde você se encontra ( ou se perde ) não vai encontrar nem mesmo um camping, talvez por algum tempo não encontre nem um ser humano por perto!

3-As possibilidades.

 Imagine você em uma viagem longa, cruzando horizontes desertos e absorvido pelas paisagens, imerso em pensamentos profundos, desfrutando das sensações e possibilidades que somente as longas viagens podem oferecer ao se humano. É algo incrível, e caso você ainda não tenha vivido esta experiência eu recomendo grandemente que a considere.

 Porém... Passadas as primeiras dez, onze horas de viagem, ainda que tudo resulte na mais profunda sensação de plenitude, realização e paz, seu corpo começará a enviar sinais de que as necessidades físicas exigem de atenção. Mesmo que tenha se organizado com a alimentação, hidratação e paradas para ir ao banheiro, assim que o sol se puser, depois de um dia de jornada, seus instintos mais primitivos começarão a guiá-lo para a busca de abrigo, um lugar protegido onde possa manter-se á salvo, aquecido e tranquilo para repor as energias. E os seus hábitos de ser humano moderno certamente vão começar a fazê-lo pensar em algo como: Um bom chuveiro, uma boa cama, quem sabe um ar condicionado, talvez uma roupa de cama macia e cheirosa, ou ainda uma boa conexão com a internet, e porque não um previsível e saboroso café da manhã para o dia seguinte...

 Hoje em dia é possível encontrar verdadeiros oasis no meio do nada, e também é bem possível não conseguir um quartinho de hotel qualquer em uma cidade grande, caso você não tenha uma reserva e a cidade por acaso esteja sediando algum evento, justo no dia em que você só queria um lugarzinho pra passar a noite.

 Ainda existem variáveis que podem ser surpreendentes, como encontrar uma ótima hospedagem por um preço módico de ocasião, ou pagar caro por uma acomodação ruim. Tudo é possível...

4-Hábitos saudáveis.

  Já li e ouvi muita coisa sobre hábitos saudáveis. Sobre arrumar a cama ao acordar existe muita coisa interessante, recomendo uma pesquisa, os assuntos vão desde aumento da produtividade até alguns lances mais profundos, realmente interessantes... No que se refere a "Teoria do Viajante Cansado" arrumar a cama pode ser uma questão de sobrevivencia, ou a diferença entre uma noite explêndida e uma periodo miserável sob o manto da escuridão.

5-A teoria.

 Já me hospedei em lugares incríveis, mas também já tive que aceitar lugares onde a roupa de cama evidentemente não havia sido trocada, e em alguns lugares onde se quer tinha roupa de cama. Já provei do impecável ao condenável no que se refere a hotelaria, embora meu orçamento e estilo de vida na maioria das vezes me conduzam para hospedagens na média. Também já dormi em onibus, carros, aviões, barcos e tres, rodoviárias e aeroportos, algumas vezes por opção e outras por falta de sorte ou planejamento.

  A teoria do viajante cansado surge de algumas ocasiões, onde cheguei em algum lugar sem ter reserva e tive que insistir para conseguir me hospedar. E não é que o anfitrião não quisesse hospedar um viajante evidentemente cansado, é que simplesmente os espaços disponíveis não estavam de acordo com os padrões do próprio anfitrião. Por sorte numa conversa eu acabava descobrindo que era simplesmente porque faltou roupa de cama, ou porque a tv ou o frigobar não estavam funcionando, ou ( e é aqui o ponto sensível ), porque havia faltado algum funcionário para o serviço de limpar e arrumar! E algumas vezes, na conversa e explicando que eu só precisava de um banheiro, um chuveiro e uma cama, e que não me importava de usar meu saco de dormir ( sim isso já aconteceu ), enfim eu acabava conseguindo resolver. Cheguei a dormir na sala da pousada de uma amiga, porque na ocasião estava nevando, não como não haviam mais vagas na cidade e eu provavelmente morreria congelado dentro do carro, ou passaria um belo perrengue.

 Enfim, você ser humano civilizado, que tem, ou terá o privilégio de empreender um viagem, seja ela qual for, independente do roteiro e do quanto esteja pagando pela sua hospedagem,  e independente  de onde se hospede, ao acordar arrume a cama! E não vai lhe custar nada também estender a toalha do banho e deixar as coisas minimamente organizadas... Primeiro porque você é um ser humano civilizado ( supomos ), segundo por respeito ao pessoal que trabalha arrumando as instalações para os próximos hóspedes, se você for legal com eles, eles serão ainda mais caprichosos com os próximos hóspedes e alguém certamente será mais legal e atencioso com você em breve, quando você menos esperar, e talvez quando você mais precisar. Acredite, tudo o que vai volta! 

 6- A teoria na prática.

 Enfim, a cama que você arrumou pela manhã, pode ser aquela que um viajante cansado aceitaria de bom grado sem trocar os lençóis, e o quarto que você deixou arrumado, pode ser aquele que o dono da pousada foi conferir e viu que rapidinho podia deixar pronto pra um viajante cansado... E lembra que comentei lá no início sobre os benefícios de arrumar a própria cama? Faça um teste.

 Espero que a teoria do viajante cansado tenha sido uma leitura agradável, e tenha ajudado você a refletir, adquirir, cultivar e incentivar novos e bons hábitos. E faço votos que você possa praticá-la e caso precise possa se beneficiar dela!

 Baita abraço! 

                                                                                                       Rinaldo Conti - QRA Bagual Véio 

sábado, 22 de outubro de 2022

LIVROS, CHUVA E CHIMARRÃO - 22 10 22

 
  Parte I - Coincidencias.

  Sem a pretensão de ser um historiador ou pesquisador gosto de ter uma noção dos lugares por onde ando, para saber, pra poder discutir e compartilhar ideias e informações com quem se interesse pelos mesmo lugares. Em cada lugar vou elencando meus cantos favoritos, entre eles sempre há algum refúgio silencioso para contemplar, ou um lugar onde possa me perder entre histórias e livros; em São Paulo é o "Sebo do Messias" que fica atrás da catedral da Sé, em Floripa é o "Sebo da Ivete" no centro antigo, em Porto Alegre é em algum sebo da rua Riachuello, e em Montevideo, por enquanto vai sendo na "Diomedes Libros", na Avenida España... Qualquer estante de livros já guarda suas peculiaridades e encantos, seja pela temática ou mesmo pela disposição, já as grandes livrarias são legais para se atualizar, mas entre os arquivos e sebos, onde os gritos e sussurros de fantasmas surgem tossindo empoeirados, onde jazem até as almas das traças entre as páginas corroídas da história, é ai o ambiente que mais me agrada, e onde acabo por coincidência encontrando o que gostaria de saber sobre os lugares por onde ando... O mais incrível nesses lugares é poder tropeçar em verdadeiras pérolas e coincidências, se é que elas existem. 

 Parte II - Pendências.

 O Uruguay tem 19 regiões administrativas chamadas de departamentos, que para nós brasileiros seriam os estados. Destes 07 deles eu ainda não conhecia, e entre outros objetivos desta viagem estava pelo menos cruzar estes 07 departamentos, tentando me localizar e saber um pouco mais sobre cada um. Por enquanto o que consegui foram 06, me faltando apenas "Tacuarembó", por onde não tenho certeza se já não estive em outras viagens, mas considero pendente, por enquanto. Como cruzei rápido os departamentos pude apenas notar além da geografia algumas diferenças aqui e ali, peculiaridades das rodovias (aqui chamadas de rutas), e terminei mais uma vez ficando com um gosto intrigante e apaixonado de revanche, de querer voltar e descobrir um pouco mais.
 De qualquer forma, as cidades que mais me interessava visitar eram Fray Bentos no departamento de Rio Negro, e Mercedes, no departamento de Soriano. Consegui cumprir com esta tarefa, e mais, acabei me apaixonando por Mercedes, de onde sai inconformado por não ter chegado antes, e por não ter tempo para ficar um pouco mais. Ficou pendente saber um pouco mais sobre os lugares por onde havia passado, e para onde planejo voltar.

 Parte III - Tarefas

 Cheguei em Montevideo precisando descansar, com um clima frio atípico para esta época do ano, e com o tempo virando pra chuva. Minha agenda já estava acertada para alguns compromissos durante a semana, mas a imagem de Mercedes e outras paragens do oeste uruguayo ainda era nítida no meu pensamento, de qualquer forma pesquisar mais a respeito ficaria para depois dos compromissos ou para o final de semana (este em que estou escrevendo, enquanto continua chovendo).
 Resolvidas as tarefas do primeiro dia fiz uma caminhada de volta para casa pela rambla, o que rendeu umas tomadas de vídeo (que se já não estiverem, em breve estarão no canal, confere lá... "Conti, Uma Historia", no youtube). Nos dias seguintes fui finalizando as tarefas com passeios em museus, igrejas ou pelas ruas da cidade, e eis que acabei parando na livraria "Diomedes"...

 Parte IV-  De volta as coincidências.
 
 Uma das razões desta viagem, entre outras mais nobres é a incerteza que paira sobre o Brasil por conta das eleições, assunto que talvez eu aborde com mais paciência em outro texto. Basta dizer que entre outras leituras, nos últimos meses andei lendo a nossa constituição, e "coincidentemente" ao cruzar por uma banca de livros por aqui, me chamou atenção uma edição de la "CONSTITUCION" de la Republica Oriental del Uruguay, a qual deixei solta sobre a banca assim que comecei a me perder pelos corredores da livraria, e eis que no mesmo instante em que pensei se encontraria por ali algo sobre a já querida Mercedes, acabei tropeçando ( literalmente em um exemplar da coleção, " LOS DEPARTAMENTOS ".



 Os primeiros dois exemplares que encontrei tratavam justamente de Rio Negro, onde está Fray Bentos e Soriano, onde está Mercedes.




 Os exemplares são de 1970 o que já os torna interessantíssimos para fins de comparação com o estado atual das coisas, e o mais interessante é que muita informações históricas disponíveis nos pontos turísticos destes locais ainda hoje, por tratarem de tempos ainda mais distantes continuam atualizados, é o caso da própria imigração, desenvolvimento do interior do país e seus momentos marcantes. 
 
 Parte V - De volta a constituição.



  Separados os meu livros, e feliz por tê-los encontrado, já ia fechando a conta quando me ocorreu de levar também " La Contitución" um exemplar oriundo do plebiscito de 27 de Novembro de 1966, aquele que havia me chamado a atenção para entrar na livraria. O preço já estava dado, seriam 100 pesos cada livro, e quando pedi para acrescentar a constituição a resposta foi um simpático: " No, no, este lo llevas como regalo", ou seja, saiu de presente.

 Parte VI - Conclusão.

 Coincidências ou não, consequências á parte, neste dia de chuva, de livros e de chimarrão, a conclusão destas linhas amarram as pontas de muitas outras coisas, histórias que vem de outros tempos, das minhas primeiras viagens por estas bandas e que vão sugerindo as viagens seguintes, aventuras e memórias, que eu compartilho com muito prazer lhes contando como gosto por aqui, em "Conti, uma história".

 Continua em...                                   YOUTUBE    e    INSTAGRAM

sábado, 15 de outubro de 2022

Dia de escrever - 15 10 22

 


" Viver é escrever histórias nas págias do tempo "

  Lembro que a frase acima na mesa de bar em Ushuaya, e isso já tem mais de vinte anos passados... Mas sigo fiel a esta frase, as vezes as histórias são faladas, outras vezes escritas, e nos últimos dias algumas tem sido filmadas. Inclusive, tem vído novo no canal, dá uma olhada lá: 


É verdade que muitas histórias, embora tenham sido vividas intensamente acabam por não serem compartilhadas , no sentido de não publicá-las, ou porque eu não as considerava bem acabadas, ou por uma série de outros porques que já não vem ao caso. 

O fato é que comecei a ouvir que deveria escrever, e passei a dar ouvidos quando alguém me fala isso.

 Acabou que eu precisava viajar, tirar uns dias de férias, e como as férias são para desfrutar, na lista das atividades constava: Não viajar com pressa, curtir a paisagem, parar onde der vontade e escrever, fotografar, filmar.

 Bueno, a estes objetivos eu precisaria somar algumas tarefas cotidianas como manter informadas as pessoas próximas e queridas, e portanto me pareceu boa a ideia de unir o util ao agradável compartilhando os registros desses dias. Então eis aqui materializado o blog, que não tem a pretensão de um formato disso ou daquilo, e é mais uma forma de avisar que estou vivo, e entreter aos desavisados com estas linhas editoriais tortas inspiradas que divindade que me cerca ( risos ).

  Ainda tem um perfil novo pra complementar o blog e o canal  publicar textos e fotos na mesma linha.   A vibe é a mesma mas os assuntos podem acabar variando, na dúvida, segue lá:  @conti.historias 

 Agora é preciso seguir, e viver para escrever! Hora de desconectar da internet, e conectar com a banda larga da estrada, sem pressa, com muito prazer, pra viver um pouco do lado de lá da divisa.

 Até a próxima linha, página, post, vídeo... Fui passear.

  


terça-feira, 11 de outubro de 2022

Dia dois - Ainda em Florianópolis...


  Não, isso não é um diário, nem é pra seguir uma ordem cronológica, alfabética ou lógica. Mas este é o final do dia dois.

  Eu já deveria estar cruzando a fronteira do país rumo ao sul, em qualquer lugar, a centenas de quilômetros daqui, mas sigo acampado na sala de casa, despachando burocracias como que escreve e assina a própria carta de alforria. E isso não é uma queixa e nenhum sacrifício, afinal fui eu mesmo que construí cada tijolo e cada grade das muralhas que me cercam. Mas esses dias de atraso para partir, essa lucidez prática sobre a escasez do tempo e o valor da liberdade, isso me deixa intrigado com o fato de ainda estar aqui.

 O que me salva o ânimo é o amor que tenho pelo meu simples e aconchegante lar. Mas é hora de partir! 

 Durmo quando tenho sono, como quando sinto fome, e de tempos em tempos a estrada me chama porque sou feito de horizontes, e é por isso que já deveria estar longe. Nada pode o homem contra a natureza, e menos ainda pode contra a própria essência.

Então partirei sem pressa, mas sem perder muito mais tempo, amanhã de dia, ou de madrugada, não sei a hora e nem o roteiro, mas o que eu sei é certeiro, o dia três será na estrada...

 Isso não é um diário, mas foi o registro do dia dois.

sábado, 8 de outubro de 2022

DIA UM - 08 10 2022.

                                           



    Em algum lugar da madrugada, enquanto deveria estar dormindo para acordar e trabalhar daqui a pouco, escrevo...

  Isso não é exatamente um recomeço, também não é a primeira vez, dizem que há uma primeira vez pra tudo na vida, e que a primeira vez a gente nunca esquece. No momento nao concordo com os ditados, não lembro a primeira vez que escrevi, só sei que naquele tempo tudo se resumia a papel e caneta, materiais rupestres nos dias de hoje. Agora sigo por instinto, sem a preocupação de desempoeirar ou polir demais as ideias, simplesmente apreciando o presente, seja ele feito de saudades que virão ou de expectativas que já passaram.

 E se eu tiver que contar os meus passos daqui até onde pretendo ir, basta dizer que hoje é o dia um, mais uma vez...

                                                                                                                             Rinaldo Conti:.